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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Absolutismo - Resumo Estendido para ser colocado no caderno
ABSOLUTISMO – RESUMO ESTENDIDO
Uma das principais características da
Idade Média era a fragmentação político-administrativa da Europa. Isso ocorria
porque os feudos eram unidades políticas independentes onde quem exercia o
poder eram os senhores feudais. Geralmente, esses nobres se submetiam ao poder
do Papa, representante máximo do Sacro Império Romano Germânico, ou seja, da
Igreja Católica e não ao poder do Rei. Este era mais um senhor feudal e exercia
um poder simbólico. Dessa forma, a Europa se identificava mais como fazendo
parte da “cristandade” do que como pertencente a Estados. Isso porque não havia
Estados centralizados. A ideia de constituição de Estados Centralizados, de
pertencimento a uma nação governada por um Rei que seria o soberano, surge na
modernidade. A necessidade de organização de Estados Modernos surge a partir do
desmantelamento das relações feudais e da ascensão da burguesia. Para os
burgueses, grupo social ligado ao comércio, a sociedade precisa de uma nova
organização política. A continuidade de seu progresso dependia da implantação
de governos estáveis que acabassem com as constantes guerras feudais e que
facilitasse as atividades comerciais, padronizando pesos e medidas e diminuindo
a quantidade de impostos (que eram cobrados dentro de cada feudo).
O que era preciso para que houvesse
uma centralização de poder e quais seriam as características dos Estados
Modernos?
De extrema importância para o
estabelecimento de Estado Moderno centralizado é a definição do território. Cada
estado precisa definir suas fronteiras políticas e estabelecer os limites
territoriais de cada governo nacional. Vale lembrar que esses estados precisam
ter características que fazem com que as pessoas possam se reconhecer como
pertencente àquele Estado. Um dos principais fatores que proporciona esse
reconhecimento e define a identidade do país é o idioma, ou seja, a
língua falada. Outro fator é a elevação do Rei à categoria de soberano,
ou seja, este deixava de ter apenas poder simbólico para se transformar em um
governante com poderes de fato. Para isso, o Rei deveria arregimentar um
exército permanente que lhe garantisse a estabilidade de seu poder e a execução
de suas decisões.
Com a formação dos Estados Nacionais,
o poder alcançado pela figura do Rei em cada Estado ganhou enormes proporções.
O fortalecimento do poder dos monarcas se deu por vários motivos, entre eles o
crescimento do comércio com o consequente aumento de recursos das monarquias
alcançados através da cobrança de impostos. Outro fator de grande importância
foi a crise da Igreja Católica a partir das reformas religiosas, que resultou
no enfraquecimento do poder do Papa e da Igreja de maneira geral. Dessa
maneira, as monarquias foram cada vez mais fortalecidas, sendo chamada de Monarquias
Absolutas. O regime estabelecido pelos reis absolutos modernos ficou
conhecido como Absolutismo.
Como o próprio nome já indica, em uma
monarquia absoluta, o monarca, ou seja, o Rei, detém poderes absolutos. Isso
quer dizer que todo o poder está concentrando em suas mãos (diferente da época
feudal, quando o poder era fragmentado nos feudos dos nobres feudais). No
absolutismo, o monarca assumia as funções de executar as leis, comandar o
exército, arrecadar os impostos, aplicar a justiça, enfim, era o “todo
poderoso”.
Mas o poder do Rei podia ir
além. Em alguns países, como França e Inglaterra, por exemplo, ele era
legitimado por um discurso religioso que assumia que os reis seriam escolhidos
pelo próprio Deus para governar. A Teoria do Direito Divino dos Reis dava
ainda mais poderes ao monarca absoluto, uma vez que ninguém ousaria contestar a
vontade divina. Cabe ressaltar aqui que, apesar do fortalecimento da figura
real, a Igreja continua tendo grande poder e influência nos assuntos políticos.
O Rei Luís XIV, monarca francês que
governou o país entre 1643 e 1715, é o maior exemplo de absolutista.O Estado
sou Eu. A frase atribuída a ele sintetiza o poder dos reis absolutistas, que
personificavam o Estado em sua própria imagem. Nas monarquias absolutas, a
pessoa do Rei e o Estado se confundem.
É preciso
esclarecer, que a os Estados modernos e o absolutismo não se desenvolveram da
mesma maneira na Europa inteira. Cada país teve a sua peculiaridade. Uns antes,
outros depois. E por motivos diferentes. Portugal e Espanha, por exemplo, foram
os primeiros países a se constituírem Estados centralizados, em 1385 e 1492
respectivamente. Em ambos os casos estão relacionados com as guerras de
reconquista, pelos cristãos, de territórios dominados por mulçumanos. Para
reaver os territórios, era preciso centralizar o Estado para fortalecê-lo e
organizar um exército forte. Nos séculos seguintes, França e Inglaterra
promoveram a centralização do Estado. No caso da França, a formação da
monarquia absoluta também estava relacionada com uma guerra: a Guerra dos Cem
Anos (1337-1453), que já comentamos aqui. Durante essa guerra contra a
Inglaterra, o sentimento nacional francês cresceu e os sucessivos monarcas se
fortaleceram. Na Inglaterra, o processo se deu no século XVI, com o
fortalecimento do Rei Henrique VII, que em seu governo enfraqueceu o
parlamento, que desde o século XII limitava o poder do Rei.
Seu
filho e sucessor Henrique VIII, consolida a monarquia absoluta na Inglaterra ao
romper com a Igreja Católica e fundar a Igreja Anglicana sob seu controle.
Vimos que os monarcas absolutos
concentravam todos os poderes em suas mãos e interferia em diversos aspectos da
sociedade, incluindo na economia. A intervenção do Estado na economia foi uma
das características mais marcantes dos Estados Modernos. A política econômica
implementada pelos monarcas absolutos foi denominada Mercantilismo. De
acordo com a política mercantilista, os governos buscam alcançar
desenvolvimento através do acúmulo de riquezas e quanto maior a quantidade de
riquezas, maior seria o prestígio e poder. As principais características do
mercantilismo são:
Metalismo: acúmulo de metais preciosos,
especialmente ouro e prata.
Protecionismo Alfandegário: com intuito de incentivar a indústria
nacional, o governo taxava com altos impostos os produtos vindos do exterior.
Balança Comercial Favorável: A ideia era exportar mais produtos do
que importar para garantir a permanência da maior quantidade de moeda possível
dentro do país.
Pacto
Colonial: as colônias europeias nas Américas só poderiam
comercializar com sua metrópole (como é o caso de Portugal, que controlava o
comércio dos produtos oriundos do Brasil, sua colônia).
sábado, 8 de fevereiro de 2014
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