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quinta-feira, 30 de março de 2017
Revolução Francesa - Texto
REVOLUÇÃO FRANCESA
Contexto Histórico: A França no século XVIII
A situação da França no século XVIII era de extrema injustiça social na época do Antigo Regime. O Terceiro Estado era formado pelos trabalhadores urbanos, camponeses e a pequena burguesia comercial. Os impostos eram pagos somente por este segmento social com o objetivo de manter os luxos da nobreza.
A França era um
país absolutista nesta época. O rei governava com poderes absolutos,
controlando a economia, a justiça, a política e até mesmo a religião dos
súditos. Havia a falta de democracia, pois os trabalhadores não podiam votar,
nem mesmo dar opiniões na forma de governo. Os oposicionistas eram presos na
Bastilha (prisão política da monarquia) ou condenados à morte.
A sociedade francesa
do século XVIII era estratificada e hierarquizada. No topo da pirâmide social,
estava o clero que também tinha o privilégio de não pagar impostos.
Abaixo do clero, estava a nobreza formada pelo rei, sua família, condes,
duques, marqueses e outros nobres que viviam de banquetes e muito luxo na
corte. A base da sociedade era formada pelo terceiro estado (trabalhadores,
camponeses e burguesia) que, como já dissemos, sustentava toda a sociedade com
seu trabalho e com o pagamento de altos impostos. Pior era a condição de vida
dos desempregados que aumentavam em larga escala nas cidades francesas.
A vida dos
trabalhadores e camponeses era de extrema miséria, portanto, desejavam
melhorias na qualidade de vida e de trabalho. A burguesia, mesmo tendo uma
condição social melhor, desejava uma participação política maior e mais
liberdade econômica em seu trabalho.
A
Revolução Francesa (14/07/1789)
A situação social era tão grave e o nível de insatisfação popular tão grande que o povo foi às ruas com o objetivo de tomar o poder e arrancar do governo a monarquia comandada pelo rei Luis XVI. O primeiro alvo dos revolucionários foi a Bastilha. A Queda da Bastilha em 14/07/1789 marca o início do processo revolucionário, pois a prisão política era o símbolo da monarquia francesa.
O lema dos
revolucionários era "Liberdade, Igualdade e Fraternidade ", pois ele
resumia muito bem os desejos do terceiro estado francês.
Durante o processo revolucionário, grande parte da nobreza deixou a França, porém a família real foi capturada enquanto tentava fugir do país. Presos, os integrantes da monarquia, entre eles o rei Luis XVI e sua esposa Maria Antonieta foram guilhotinados em 1793. O clero também não saiu impune, pois os bens da Igreja foram confiscados durante a revolução.
No mês de
agosto de 1789, a Assembleia Constituinte cancelou todos os direitos feudais
que existiam e promulgou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Este
importante documento trazia significativos avanços sociais, garantindo direitos
iguais aos cidadãos, além de maior participação política para o povo.
Girondinos
e Jacobinos
Após a revolução, o terceiro estado começa a se transformar e partidos começam a surgir com opiniões diversificadas. Os girondinos, por exemplo, representavam a alta burguesia e queriam evitar uma participação maior dos trabalhadores urbanos e rurais na política. Por outro lado, os jacobinos representavam a baixa burguesia e defendiam uma maior participação popular no governo. Liderados por Robespierre e Saint-Just, os jacobinos eram radicais e defendiam também profundas mudanças na sociedade que beneficiassem os mais pobres.
A
Fase do Terror
Em 1792, os radicais
liderados por Robespierre, Danton e Marat assumem o poder e organização as
guardas nacionais. Estas recebem ordens dos líderes para matar qualquer
oposicionista do novo governo. Muitos integrantes da nobreza e outros franceses
de oposição foram condenados a morte neste período. A violência e a
radicalização política são as marcas desta época.
A
burguesia no poder
Em 1795, os
girondinos assumem o poder e começam a instalar um governo burguês na França.
Uma nova Constituição é aprovada, garantindo o poder da burguesia e ampliando
seus direitos políticos e econômico. O general francês Napoleão Bonaparte é
colocado no poder, após o Golpe de 18 de Brumário (9 de novembro de 1799) com o
objetivo de controlar a instabilidade social e implantar um governo burguês.
Napoleão assume o cargo de primeiro-cônsul da França, instaurando uma ditadura.
Conclusão
A Revolução Francesa foi um importante marco na História Moderna da nossa civilização. Significou o fim do sistema absolutista e dos privilégios da nobreza. O povo ganhou mais autonomia e seus direitos sociais passaram a ser respeitados. A vida dos trabalhadores urbanos e rurais melhorou significativamente. Por outro lado, a burguesia conduziu o processo de forma a garantir seu domínio social. As bases de uma sociedade burguesa e capitalista foram estabelecidas durante a revolução. Os ideais políticos (principalmente iluministas) presentes na França antes da Revolução Francesa também influenciaram a independência de alguns países da América Espanhola e o movimento de Inconfidência Mineira no Brasil.
domingo, 5 de março de 2017
ILUMINISMO - TEXTO
O ILUMINISMO
1- Introdução
No século XVIII surgiu na Europa um movimento intelectual que defendia o
uso da razão, de maior liberdade econômica e política baseado nos ideais de
liberdade, igualdade e fraternidade ( eles serão a base da Revolução Francesa).
O Iluminismo tinha o apoio da burguesia, ambos tinham interesses em
comum como, acabar com o absolutismo, o mercantilismo e o poderio da Igreja.
Sendo assim, os iluministas defendiam liberdade econômica, o antropocentrismo (
avanço da ciência e da razão) e o predomínio dos ideais da burguesia.
2- Características
Ø As ideias do iluminismo eram
inicialmente disseminadas por filósofos e
economistas, que se diziam propagadores da luz e do conhecimento, por isso foram chamados de
iluministas.
Ø Eles valorizavam a razão acima de tudo, julgavam o mais importante
instrumento para conseguirem alcançar o conhecimento.
Ø Estimulavam o questionamento, a
investigação e a experiência como forma de conhecimento da natureza, sociedade,
política, economia e o ser humano.
Ø Eram totalmente contra o
absolutismo e suas características ultrapassadas. Criticavam, além dele,
o mercantilismo, os privilégios da nobreza e do clero, e a Igreja Católica e seus
métodos (a crença em Deus não era criticada).
Ø Defendia a liberdade na política, na economia e na escolha religiosa.
Também queriam a igualdade de todos perante a lei.
Ø Partindo da ideia da educação
para todos, idealizaram e concretizaram a ideia da Enciclopédia (que foi impressa entre 1751 e 1780),
uma obra com 35 volumes, contendo – em resumo – todo o conhecimento que existia
até então.
3- Principais pensadores
Ø John Locke (1632 – 1677): John é
considerado o “pai do iluminismo”. Sua obra mais conhecida é “Ensaio sobre o
entendimento humano”, de 1689. Mas “Dois tratados sobre o governo”, do mesmo
ano, também é considerada uma das melhores. Ele negava a ideia de que Deus
tinha o poder sobre o destino dos homens e afirmava que a sociedade que moldava
o ser humano para o bem ou para o mal.
Ø Montesquieu (1689
– 1755): Ele fez parte da primeira geração de iluministas. Defendia a ideia da
“divisão” do governo em três poderes independentes (Legislativo, Executivo e
Judiciário) em sua obra mais conhecida e importante “O espírito das leis”, de
1748.
Ø Voltaire (1694
– 1778): Crítico polêmico da religião e da Monarquia. Defendia a liberdade
intelectual. Sua obra mais importante foi “Ensaio sobre os costumes”, de 1756.
Ø Rousseau (1712
– 1778): Defensor da pequena burguesia, queria a participação do povo na
política por meio de eleições. Sua obra mais importante foi “Do Contrato
Social”.
4- Adam Smith
Ø Foi o principal representante de
um conjunto de idéias denominado liberalismo econômico, o qual é composto pelo
seguinte:
Ø o Estado é legitimamente poderoso
se for rico;
Ø para enriquecer, o Estado necessita expandir
as atividades econômicas capitalistas;
Ø para expandir as atividades capitalistas, o
Estado deve dar liberdade econômica e política para os grupos particulares.
A principal obra de Smith foi “A riqueza das nações”, na qual ele defende que a economia deveria ser conduzida pelo livre jogo da oferta e da procura
A principal obra de Smith foi “A riqueza das nações”, na qual ele defende que a economia deveria ser conduzida pelo livre jogo da oferta e da procura
5- Despotismo Esclarecido
As idéias liberais
do Iluminismo se disseminaram rapidamente pela população. Alguns reis
absolutistas, com medo de perder o governo - ou mesmo a cabeça -, passaram a
aceitar algumas idéias iluministas.
Estes reis eram
denominados Déspotas Esclarecidos, pois tentavam conciliar o jeito de governar
absolutista com as idéias de progresso iluministas. Alguns representantes do
despotismo esclarecido foram:
Ø Frederico II: foi o principal
déspota esclarecido prussiano onde reformou o sistema penal, aboliu as torturas
praticadas por seu pai, fundou escolas promovendo a educação, incentivou a
produção cultural comercial e manufatureira, decretou a tolerância
religiosa.
Ø Catarina II: estrangeira da
Prússia assumiu a Rússia e construiu escolas, hospitais, reformou e modernizou
cidades, racionalizou a administração pública e limitou a ação da igreja.
Ø José II: imperador da Germânia
aboliu a servidão e a tortura, secularizou seus bens, fundou escolas, hospitais
e asilos, concedeu liberdade de culto a toda crença religiosa, criou impostos
para o clero e a nobreza, limitou feriados e peregrinações, tornou a língua
alemã como obrigatória.
Ø Marquês de Pombal: conde
português que iniciou reformas administrativas econômicas e sociais desenvolveu
o comércio colonial, isentou impostos para exportações, fundou o banco real,
expulsou os jesuítas de Portugal, modernizou o exército.
quinta-feira, 2 de março de 2017
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