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terça-feira, 25 de julho de 2017

Video aula - Imperialismo


IMPERIALISMO

Imperialismo do século XIX

Imperialismo e Neocolonialismo no séc. XIX.

                A partir da segunda metade do século XIX, o mundo, principalmente a Europa e E.U.A, passam por uma transformação tecnológica que foi viabilizada pelo processo de  produção das fábricas dando assim início a Segunda Revolução Industrial. Essa fase de industrialização possibilitou grandes transformações sociais, econômicas e culturais. 
                A partir de 1870, os motores a vapor foram gradativamente substituídos pelos motores de combustão interna e também pelos motores elétricos. O ferro, que foi umas das principais matérias primas durante a primeira fase da revolução industrial, abre espaço para a utilização do aço que é um material mais leve, maleável e resistente. Nesse período conhecido como Segunda Revolução industrial surgem avanços nas áreas de siderurgia, química, de aparelhos elétricos e produtos farmacêuticos.


Principais características de cada fase da Revolução industrial

PRIMEIRA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
 1780/ 1850
SEGUNDA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
1850/ 1914
Principais fontes de energia

Carvão vegetal e mineral

Petróleo
Material industrial utilizado

Ferro

Aço
Tipo de maquinário


Máquinas a vapor

Motores de combustão interna e motores elétricos


O desenvolvimento industrial do século XIX levou grandes potências mundiais a empreender um novo modelo de colonização.
                 "A industrialização do continente europeu marcou um intenso processo de expansão econômica. O crescimento dos parques industriais e o acúmulo de capitais fizeram com que as grandes potências econômicas da Europa buscassem a ampliação de seus mercados e procurassem maiores quantidades de matéria-prima disponíveis a baixo custo. Foi nesse contexto que, a partir do século XIX, essas nações buscaram explorar regiões na África e Ásia"  
PORQUE NEOCOLONIALISMO?
 Diferenças entre o colonialismo europeu do século XVI e o Neocolonialismo do século XIX 

COLONIALISMO EUROPEU
SÉCULO XVI
NEOCOLONIALISMO
SÉCULO XIX

Área principal de dominação

América


África, Ásia e Oceania

Fase do Capitalismo


Capitalismo mercantilista (comercial)

Capitalismo financeiro e monopolista (industrial)

Patrocinadores


Burguesia comercial e Estados metropolitanos europeus

Burguesia financeiro-industrial e Estados da Europa, América do Norte (EUA) e Ásia (Japão)

Objetivos econômicos


.Garantia de mercado consumidor para a produção econômica europeia.
.garantia de exploração de produtos coloniais, como artigos tropicais e metais preciosos

. reserva de mercado para a produção industrial.
.Garantia de fornecimento de matérias-primas, como carvão, ferro, petróleo e metais não ferrosos.
.controle dos mercados externos para investimento de capitais excedentes

Justificativa ideológica


Expansão da fé cristã.

Missão civilizadora de espalhar o progresso técnico-científico pelo mundo


Características gerais:

- Época: século XIX e inicio do século XX
- Principais metrópoles: Inglaterra, França , Alemanha, USA, Japão...
-Regiões colonizadas: Ásia, África e América Latina
-Etapa do capitalismo: monopolista financeiro
-Justificativa ideológica: levar o progresso até os povos
-Principais objetivos: mercado consumidor
                                  1-Matérias primas: As regiões colonizadas tinham matéria prima em abundância, diferente das regiões européias, onde a mesma estava esgotada.
                                  2 Mão de obra barata: - O salário pago para os trabalhadores das regiões colonizadas seriam muito abaixo do que era pago na Europa, devido ao excesso de mão de obra que os países colonizados tinham.

                                  3 Pontos estratégicos: Áreas essenciais para o controle do petróleo por exemplo na Ásia...

                                  4 Liberação de mão de obra excedente: A economia européia não tinha mais para onde expandir, com isso, muitas pessoas estavam desempregadas, e a opção de um novo mercado, seria interessante para liberar essa mão de obra excedente.
  
O desenvolvimento do capitalismo, na sua fase monopolista capitalista, forçou as potências industrializadas a expandirem os seus mercados. Mas os governos nacionais, atuavam de acordo com os interesses dos grandes grupos econômicos de seus respectivos países.

TIPOS DE NEOCOLONIALISMO

A organização das áreas conquistadas variou sensivelmente. Os especialistas normalmente dividem as áreas coloniais, por:

1-     Áreas de domínio econômico ou de imperialismo informal: trata-se essencialmente dos países da América Latina, já independentes e controlados apenas do ponto de vista econômico.
2-     Áreas de protetorado: a colônia é tratada como se fosse um aliado, mantendo-se seus quadros dirigentes, mas na realidade, esses quadros estão subordinados a uma autoridade européia presente.
3-     Áreas de colonização propriamente dita: nestas áreas se faz uma dominação militar, política e econômica e os quadros dirigentes são essencialmente europeus.


Teorias Racistas do século XIX que justificavam o Imperialismo

            O domínio da África e da Ásia, exercido pelos países industrializados, teve duas principais formas:

 1ª) a dominação política e econômica direta (os próprios europeus governavam);
 2ª) a dominação política e econômica indireta (as elites nativas governavam).

                Mas como as potências imperialistas legitimaram o domínio, a conquista, a submissão e a exploração de dois continentes inteiros?
                A principal hipótese para a legitimação do domínio imperialista europeu sobre a África e a Ásia foi a utilização ideológica de teorias raciais europeias provenientes do século XIX. As que mais se destacaram foram o evolucionismo social e o darwinismo social.
                Um dos discursos ideológicos que “legitimariam” o processo de domínio e exploração dos europeus sobre asiáticos e africanos seria o evolucionismo social. Tal teoria classificava as sociedades em três etapas evolutivas:
1ª) bárbara;
 2ª) primitiva;
3ª) civilizada.
                Os europeus se consideravam integrantes da 3ª etapa (civilizada) e classificavam os asiáticos como primitivos e os africanos como bárbaros. Portanto, restaria ao colonizador europeu a “missão civilizatória”, através da qual asiáticos e africanos tinham de ser dominados. Sendo assim, estariam estes assimilando a cultura europeia, podendo ascender nas etapas de evolução da sociedade e alcançar o estágio de civilizados.
                O domínio colonial, a conquista e a submissão de continentes inteiros foram legal e moralmente aceitos. Desse modo, os europeus tinham o dever de fazer tais sociedades evoluírem.
                O darwinismo social se caracterizou como outra teoria que legitimou o discurso ideológico europeu para dominar outros continentes. O darwinismo social compactuava com a ideia de que a teoria da evolução das espécies (Darwin) poderia ser aplicada à sociedade. Tal teoria difundia o propósito de que na luta pela vida somente as nações e as raças mais fortes e capazes sobreviveriam.
                A partir de então, os europeus difundiram a ideia de que o imperialismo, ou neocolonialismo, seria uma missão civilizatória de uma raça superior branca europeia que levaria a civilização (tecnologia, formas de governo, religião cristã, ciência) para outros lugares. Segundo o discurso ideológico dessas teorias raciais, o europeu era o modelo ideal/ padrão de sociedade, no qual as outras sociedades deveriam se espelhar. Para a África e a Ásia conseguirem evoluir suas sociedades para a etapa civilizatória, seria imprescindível ter o contato com a civilização europeia.
                Hoje sabemos que o evolucionismo social e o darwinismo social não possuem nenhum embasamento ou legitimidade científica, mas no contexto histórico do século XIX foram ativamente utilizados para legitimar o imperialismo, ou seja, a submissão, o domínio e a exploração de continentes inteiros.

O IMPERIALISMO NA ÁFRICA

                Iniciada a partir da segunda metade do século XIX, a efetiva partilha da África atingiu seu ponto máximo na Conferência de Berlim (1884-1885), da qual participaram quatorze países europeus mais Estados Unidos e Rússia.
Na África, a preponderância é dos ingleses, que esboçaram o projeto de ir “do Cairo ao Cabo”, projeto bloqueado  quando a Alemanha dominou Ruanda-Burundi e Tanganica ( África Oriental)
                Na África mediterrânea , ou do Norte, os conflitos maiores ficarão por conta das rivalidades franco – britânicas sobre o Egito, que culminou com o estabelecimento do protetorado inglês. Com relação ao Marrocos a disputa envolveu principalmente a Alemanha e a França, dando origem a numerosas crises.
                Na África negra, ou sul –saariana, as disputas foram mais acirradas, em virtude da presença e interesses de outras potências.
                Na África do Sul, a presença maior é dos ingleses e portugueses, estes já de longa data. Os ingleses dominaram a região do Cabo e de Natal. Em seguida, tiveram problemas com os bôers, que habitavam o Transvaal e Orange. Os bôers eram africanos descendentes de holandeses que tentavam impedir  que os ingleses explorassem o ouro e diamantes em Orange. A GUERRA DOS BÔERS (1889/1902) determinou a vitória inglesa, formando-se a União Sul- Africana.

OBS: as divisões artificiais ao continente africano ( + ou – 900 etnias) , será um dos responsáveis pelas guerras civis do processo pós-descolonização.


O IMPERIALISMO NA ÁSIA

            A China era o alvo mais cobiçado, sendo repartida em áreas de influência de várias nações. A dominação da China foi efetivada depois da GUERRA DO ÓPIO (1842), quando o governo chinês foi derrotado em guerra pelo exército inglês. Derrotado, o governo chinês foi obrigado a assinar o tratado de nanquim, abrindo seus portos ao comércio externo e cedendo Honk Kong á Inglaterra. Os chineses não aceitaram pacificamente o domínio. Expressão disto são as várias rebeliões, contra o domínio econômico e cultural estrangeiro.
                A Índia foi colonizada principalmente pela Inglaterra. A principal revolta indiana contra o domínio britânico foi a Revolta dos Cipaios (1859), duramente reprimida pelos ingleses.
                O Japão governado pelo sistema de XOGUNATO, também foi vítima do imperialismo- devido a tratados desiguais. Os japoneses, no entanto, conseguiram superar os problemas decorrentes do imperialismo e, em 1868, chegaram à REVOLUÇÃO MEIJI, caracterizada pela centralização do poder político no imperador e pelo início da industrialização adotando para tal os Zaibatsu. A partir dessa data tornou-se gradativamente uma potência econômica militar.
                Para modernizar o Japão, o imperador Mutsuhito (1868-1889) aboliu a servidão, proclamou a igualdade de todos perante a lei, desenvolveu a instrução pública, reestruturou o exército, instituiu o IENE como moeda básica do sistema monetário japonês, desenvolveu as comunicações, as estradas de ferro, a imprensa, o serviço postal e o telégrafo.
                Ao mesmo tempo o Estado passou a estimular o desenvolvimento industrial, intervindo diretamente na economia e promovendo investimentos em empresas que depois eram transferidas para a iniciativa privada. A partir dessa estatal, a industrialização do país tomou impulso, levando a formação de grandes conglomerados econômicos (trustes), conhecidos como ZAIBATSU.
                O país adotou uma CONSTITUIÇÃO, mas a verdadeira autoridade continuou nas mãos do imperador, apoiado por um exército que se modernizava e logo passaria a reivindicar novos territórios para o Japão.

O IMPERIALISMO NA AMÉRICA

            Na América, ao lado do “imperialismo informal” ou dominação dissimulada dos europeus, o que mais se destaca é o início do imperialismo norte-americano. Após a Guerra de Secessão (1861-1865) e a rápida industrialização, os Estados Unidos também se lançam a corrida imperialista, cuja região Mais significativa foi o Caribe, a América Central e o Oceano Pacífico.
                Os Estados Unidos dominaram o Hawai e as Filipinas, adquiriram o Alaska á Rússia, estabeleceram sua hegemonia sobre Cuba, além de interferirem por diversas vezes na América Central e do Sul. Na América Central estabeleceram uma base privilegiada no Panamá (no contexto do século XX, representa um dos pontos mais significativos mundiais), onde constroem o canal que liga o Atlântico ao Pacífico. A própria independência do Panamá já contara com os benefícios norte-americanos. A Nicarágua, a República Dominicana, o México, a Venezuela, todos eles conheceram intervenções americanas, justificadas pela doutrina do BIG STICK (grande porrete) do presidente Roosevelt. No entanto, foi no governo Taft que a justificativa real do imperialismo foi desmascarada, pois a diplomacia do dólar afirmava categoricamente o direito da nação americana de intervir para assegurar suas mercadorias e mercados nesses países para seus capitalistas, investimentos lucrativos.

As consequências do imperialismo

            O imperialismo europeu foi extremamente desastroso e prejudicial para os povos nativos da África, Ásia e Oceania, pois gerou o subdesenvolvimento e desigualdades sociais vivenciadas até os dias de hoje em muitos países desses continentes
                Quando os europeus invadiram os territórios da África, Ásia e Oceania, forçaram os nativos a realizar trabalhos pesados, nas minas e grandes plantações, em troca de baixos salários. Além disso, os europeus não respeitavam os hábitos, costumes e cultura dos nativos, obrigando-os a adotar sua língua, costumes e religião, provocando a aculturação* de muitos povos. 
                A exploração imperialista resultou no extermínio de milhares de povos nativos, provocados por guerras, doenças e também pela fome. Uma das consequências mais evidentes do imperialismo até os dias de hoje é o atraso econômico a que os países dominados foram submetidos e que se reflete ainda hoje no subdesenvolvimento e nas desigualdades sociais presentes na maioria desses países.
                Disputas de territórios que acabaram por causar a Iª Guerra Mundial em 1914.

* Aculturação: processo de adoção ou assimilação de uma cultura estrangeira


Segundo Semestre

Amores e Amoras,
O segundo semestre se aproxima e com ele a parte final da nossa caminhada no segundo ano. Agora não há espaço para "vacilos". Quem está com a nota baixa é a oportunidade de recuperar.
Dedicação, estudo e leituras são mais do que necessárias.
Espero contar com o mesmo carinho e dedicação as nossas aulas.
E... boa volta.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Avaliação 2

Amores e Amoras
Na próxima semana teremos a segunda avaliação do bimestre.
Dia 19 para as turmas 2009, 2010, 2011
Dia 20 para as turmas 2007, 2008, 2012
O assunto será Revolução Industrial.
O texto deve ser colocado no caderno , copiado ou impresso.
Lembrem-se que cada turma fará um tipo de avaliação.

Nossa PROVA  será dia 29 e os assuntos são: Vinda da família real e Revolução industrial

Estudem.

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL - SLIDES

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL - Vídeo aulsa


Revolução Industrial - TEXTO

 Revolução Industrial
 1 - Introdução
Revolução Industrial A Revolução Industrial ocorrida na Inglaterra integra o conjunto das “Revoluções Burguesas” do século XVIII, responsáveis pela crise do Antigo Regime, na passagem do capitalismo comercial para o industrial. Os outros dois movimentos que a acompanham são a independência dos EUA e a Revolução Francesa, que sob influência dos principais iluministas, assinalam a transição da Idade Moderna para a Contemporânea.
 2 – O processo da produção Revolução Industrial
Artesanato: Foi a forma de produção característica da Baixa Idade Média, durante o renascimento urbano e comercial, sendo representado por uma produção de caráter familiar, na qual o produtor (artesão), possuía os meios de produção (era o proprietário da oficina e das ferramentas) e trabalhava com a família em sua própria casa, realizando todas as etapas da produção, desde o preparo da matéria-prima, até o acabamento final; ou seja, não havia divisão do trabalho ou especialização.Nessa evolução, a produção manual que antecede a industrial conheceu duas etapas bem definidas dentro do processo de desenvolvimento do capitalismo.
Manufatura: Foi a forma de produção que predominou ao longo da Idade Moderna, resultando da ampliação do mercado consumidor com o desenvolvimento do comércio marítimo. Nesse momento, já ocorre um aumento na produtividade do trabalho, devido à divisão social da produção, onde cada trabalhador realizava uma etapa na confecção de um produto. Outra característica desse período foi a interferência do capitalista no processo produtivo, passando a comprar a matéria-prima e a determinar o ritmo de produção, uma vez que controlava os principais mercados consumidores.
A maquinofatura: Na maquinofatura, o trabalhador estava submetido ao regime de funcionamento da máquina e à gerência direta do empresário. Foi nesta etapa que se consolidou a Revolução Industrial. A partir da máquina, fala-se numa primeira, numa segunda e até numa terceira Revolução industrial.
3- Fases
Primeira Fase (1760 a 1860): A Revolução Industrial ficou limitada, basicamente, à Inglaterra, o primeiro país europeu a conhecer um rápido processo de industrialização, baseado na utilização do carvão e do ferro e na fabricação de tecidos com a utilização do tear mecânico. Máquina a vapor usada em mina de carvão, no século XVIII
Segunda Fase (1860 a 1900): A industrialização espalhou-se por diversas regiões da Europa, atingindo países como França, Alemanha, Itália, Bélgica e Holanda. Em outros continentes, o processo de industrialização alcançou os Estados Unidos e o Japão. Nesse período, as principais inovações técnicas foram a utilização da energia elétrica e o desenvolvimento dos produtos químicos. As primeiras experiências com a então recém-descoberta eletricidade demonstraram que o corpo humano é um bom condutor elétrico.
Terceira Fase (1860 a 1900): 1900 até hoje – Surgem conglomerados industriais e multinacionais. A produção se automatiza; começa a produção em série e explode a sociedade de consumo de massas, com a expansão dos meios de comunicação. A indústria química e eletrônica, a engenharia genética e a robótica avançam.
 4 – O pioneirismo da Inglaterra Revolução Industrial
O pioneirismo inglês no processo de Revolução Industrial em meados do século XVIII, pode ser explicado por diversos fatores:
 POLÍTICA ECONÔMICA LIBERAL:Antes da liberalização econômica, as atividades industriais e comerciais estavam cartelizadas pelo rígido sistemas de guildas, e por causa disso a entrada de novos competidores e a inovação tecnológica eram muito limitadas. Com a liberalização da indústria e do comércio, ocorreu um enorme progresso tecnológico e um grande aumento da produtividade em um curto espaço de tempo.
RESERVAS DE CARVÃO MINERAL: A Inglaterra possuía grandes reservas de carvão mineral em seu subsolo, sendo essa a principal fonte de energia para movimentar as máquinas e as locomotivas à vapor.
RESERVAS DE MINÉRIO DE FERRO: A Inglaterra possuía grandes reservas de minério de ferro, sendo essa a principal matéria-prima utilizada na indústria.
MÃO-DE-OBRA DISPONÍVEL: A aprovação da Lei dos Cercamentos de Terra (enclousures) na Inglaterra foi responsável por um grande êxodo no campo, e consequentemente pela disponibilidade de mão-de-obra abundante e barata nas cidades.
ACUMULAÇÃO DE CAPITAL: A grande quantidade de capital acumulado durante a fase do mercantilismo, permitiu que a burguesia inglesa tivesse recursos financeiros suficientes para financiar as fábricas, comprar matéria-prima e máquinas e contratar empregados.
5 - OS PRINCIPAIS AVANÇOS DA MAQUINOFATURA
A industrialização da segunda metade do século XVIII iniciou-se com a mecanização do setor têxtil, cuja produção tinha amplos mercados nas colônias, inglesas ou não, da América, África e Ásia. Entre as principais invenções mecânicas do período destacam-se: 1767 – Máquina de fiar (spinning jenny) de James Hargreaves: Essa máquina era capaz de fiar 80 quilos de fios de um só vez sob os cuidados de um só operário. 1768 – Máquina a vapor: Todas as invenções mecânicas ganharam maior capacidade quando passaram a ser acoplados à máquina a vapor, inventada por Thomas Newcomen (1712) e aperfeiçoada por James Watt. Com a gradativa sofisticação das máquinas, houve aumento da produção e geração de capitais, que eram reaplicados em novas máquinas. Após o setor têxtil, a mecanização alcançou o setor metalúrgico, impulsionou a produção em série e levou à modernização e expansão dos transportes. 1769 - Tear hidráulico ( water frame), de Richard Arkwright. 1779 – Samuel Crompton inventa a “mule” uma combinação da “water frame” com a “spinning jenny” com os fios finos e resistentes.
1785 - Tear mecânico de Edmond Cartwright
1814 – George Stephenson idealizou a LOCOMOTIVA A VAPOR
1805 – O norte-americano Robert Fulton revoluciou a navegação marítima criando o BARCO A VAPOR.
6 - O CONTROLE DA PRODUÇÃO
 O uso da energia elétrica e do petróleo graças à maior potência e eficiência das fontes de energia, permitiu a intensificação e diversificação do desenvolvimento tecnológico. A busca dos maiores lucros em relação aos investimentos feitos levou à especialização do trabalho ao extremo.
7– OS DESDOBRAMENTOS DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL PARA A SOCIEDADE
A Revolução Industrial alterou profundamente as condições de vida do trabalhador braçal. Provocou inicialmente um intenso deslocamento da população rural para as cidades, com enormes concentrações urbanas. A produção em larga escala e dividida em etapas distanciou cada vez mais o trabalhador do produto final, já que cada grupo de trabalhadores domina apenas uma etapa da produção. O proletariado urbano surgiu como uma classe bem definida e submetida às péssimas condições de moradia (cortiços), salários irrisórios e com uma extensa jornada de trabalho diante da ausência de leis trabalhistas: 1780 – em torno de 80 horas por semana; 1820 – 67 horas por semana; 1860 – 53 horas por semana
O agravamento dos problemas sócio-econômicos com o desemprego e a fome, foram acompanhados de outros problemas, como a prostituição e o alcoolismo. O barulho e poluição passaram a fazer parte do cotidiano dos moradores dos centros urbanos. O desenvolvimento das ferrovias irá absorver grande parte da mão-de-obra masculina adulta, provocando, em escala crescente, a utilização de mulheres e crianças como trabalhadores nas fábricas têxteis e nas minas.
8 – CONCLUSÃO
A Revolução Industrial estabeleceu a definitiva supremacia burguesa na ordem econômica, ao mesmo tempo que acelerou o êxodo rural, o crescimento urbano e a formação da classe operária. Inaugurava-se uma nova época, na qual a política, a ideologia e a cultura gravitariam entre dois pólos: a burguesia industrial e o proletariado. Estavam fixadas as bases do progresso tecnológico e científico, visando a invenção de novos produtos e técnicas para o maior e melhor desempenho industrial. Abriram-se também as condições para o imperialismo colonialista e a luta de classes, formando o conjunto das bases do mundo contemporâneo.
9 – AS REAÇÕES DOS TRABALHADORES
Os trabalhadores reagiram das mais diferentes formas. Podemos destacar alguns dos movimentos:
LUDISMO: o nome vem de Ned Ludlan), caracterizado pela destruição das máquinas.

CARTISMO : organizado pela “Associação dos Operários”, que exigiam melhores condições de trabalho e o fim do voto censitário. 

terça-feira, 2 de maio de 2017

Vinda da Família Real Portuguesa para o Brasil - Video aula


Texto - A vinda da Família Real Portuguesa para o Brasil

A Vinda da Família Real ao Brasil:

            No começo do século XIX, a Europa estava agitada pelas guerras. Inglaterra e França disputavam a liderança no continente europeu. Em 1806, Napoleão Bonaparte, imperador da França, decretou o Bloqueio Continental, proibindo que qualquer país europeu comercializasse com a Inglaterra. O objetivo do bloqueio era arruinar a economia inglesa. Quem não obedecesse, seria invadido pelo exército francês.
O Bloqueio Continental:
            Portugal estava numa situação delicada. Nessa época, Portugal era governado pelo príncipe regente D. João, pois sua mãe, a rainha D. Maria I, enlouquecera. D. João não podia cumprir as ordens de Napoleão e aderir ao Bloqueio Continental, pois tinha longa relação comercial com a Inglaterra, por outro lado o governo português temia o exército francês.
            Sem outra alternativa, Portugal aceitou o Bloqueio, mas, continuou comercializando com a Inglaterra. Ao descobrir a trama, Napoleão determinou a invasão de Portugal em novembro de 1807. Sem condições de resistir à invasão francesa, D. João e toda a corte portuguesa fugiram para o Brasil, sob a proteção naval da marinha inglesa. A Inglaterra ofereceu escolta na travessia do Atlântico, mas em troca exigiu a abertura dos portos brasileiros aos navios ingleses.
            A corte portuguesa partiu às pressas de Lisboa sob as vaias do povo, em 29 de novembro de 1807. Na comitiva vinham D. João, sua mãe D. Maria I, a princesa Carlota Joaquina; as crianças D. Miguel, D. Maria Teresa, D. Maria Isabel, D. Maria Assunção, D. Ana de Jesus Maria e D. Pedro e aproximadamente de 15 a 20mil pessoas entre nobres, militares, religiosos e funcionários da Coroa. Trazendo tudo o que era possível carregar; móveis, objetos de arte, jóias, louças, livros, arquivos e todo o tesouro real imperial.

O Embarque da Família Real:
            Após 54 dias de viagem a esquadra portuguesa chegou ao porto de Salvador na Bahia, em 22 de janeiro de 1808. Lá foram recebidos com festas, onde permaneceram por mais de um mês.• Seis dias após a chegada D. João cumpriu o seu acordo com os ingleses, abrindo os portos brasileiros às nações amigas, isto é, a Inglaterra. Eliminando em parte o monopólio comercial português, que obrigava o Brasil a fazer comércio apenas com Portugal.
            Mas o destino da Coroa portuguesa, era a capital da colônia, o Rio de Janeiro, onde D. João e sua comitiva desembarcaram em 8 de março de 1808 e onde foi instalada a sede do governo.• Na chegada ao Rio de Janeiro, a Corte portuguesa foi recebida com uma grande festa: o povo aglomerou-se no porto e nas principais ruas para acompanhar a Família Real em procissão até a Catedral, onde, após uma missa em ação de graças, o rei concedeu o primeiro "beija-mão".

Rio de Janeiro em 1808:
            A transferência da corte portuguesa para o Rio de Janeiro provocou uma grande transformação na cidade. D. João teve que organizar a estrutura administrativa do governo. Nomeou ministros de Estado, colocou em funcionamento diversas secretarias públicas, instalou tribunais de justiça e criou o Banco do Brasil (1808).
            Era preciso acomodar os novos habitantes e tornar a cidade digna de ser a nova sede do Império português. O vice-rei do Brasil, D. Marcos de Noronha e Brito cedeu sua residência, O Palácio dos Governadores, no Lago do Paço, que passou a ser chamado Paço Real, para o rei e sua família e exigiu que os moradores das melhores casas da cidade fizessem o mesmo. Duas mil residências foram requisitadas, pregando-se nas portas o "P.R.", que significava "Príncipe Regente", mas que o povo logo traduziu como "Ponha-se na Rua".
            Prédios públicos, quartéis, igrejas e conventos também foram ocupados. A cidade passou por uma reforma geral: limpeza de ruas, pinturas nas fachadas dos prédios e apreensão de animais.• As mudanças provocaram o aumento da população na cidade do Rio de Janeiro, que por volta de 1820, somava mais de 100 mil habitantes, entre os quais muitos eram estrangeiros – portugueses, comerciantes ingleses, corpos diplomáticos – ou mesmo resultado do deslocamento da população interna que procurava novas oportunidades na capital.
            As construções passaram a seguir os padrões europeus. Novos elementos foram incorporados ao mobiliário; espelhos, bibelôs, biombos, papéis de parede, quadros, instrumentos musicais, relógios de parede.
            Com a Abertura dos Portos (1808) e os Tratados de Comércio e Navegação e de Aliança e Amizade (1810) estabelecendo tarifas preferenciais aos produtos ingleses, o comércio cresceu. O porto do Rio de Janeiro aumentou seu movimento que passou de 500 para 1200 embarcações anuais.• A oferta de mercadorias e serviços diversificou-se. A Rua do Ouvidor, no centro do Rio, recebeu o cabeleireiro da Corte, costureiras francesas, lojas elegantes, joalherias e tabacarias. A novidade mais requintada era os chapéus, luvas, leques, flores artificiais, perfumes e sabonetes.
            Para a elite, a presença da Corte e o número crescente de comerciantes estrangeiros trouxeram familiaridade com novos produtos e padrões de comportamento em moldes europeus. As mulheres seguindo o estilo francês; usavam vestidos leves e sem armações, com decotes abertos, cintura alta, deixando aparecer os sapatos de saltos baixos. Enquanto os homens usavam casacas com golas altas enfeitadas por lenços coloridos e gravatas de renda, calções até o joelho e meias. Embora apenas uma pequena parte da população usufruísse desses luxos.

Mudanças que aconteceram:
            Sem dúvida, a vinda de D. João deu um grande impulso à cultura no Brasil.
            Em abril de 1808, foi criado o Arquivo Central, que reunia mapas e cartas geográficas do Brasil e projetos de obras públicas. Em maio, D. João criou a Imprensa Régia e, em setembro, surgiu a Gazeta do Rio de Janeiro. Logo vieram livros didáticos, técnicos e de poesia. Em janeiro de 1810, foi aberta a Biblioteca Real, com 60 mil volumes trazidos de Lisboa. Criaram-se as Escolas de Cirurgia e Academia de Marinha (1808), a Aula de Comércio e Academia Militar (1810) e a Academia Médico-cirúrgica (1813). A ciência também ganhou com a criação do Observatório Astronômico (1808), do Jardim Botânico (1810) e do Laboratório de Química (1818). Biblioteca nacional:
            Em 1813, foi inaugurado o Teatro São João (atual João Caetano). Em 1816, a Missão Francesa, composta de pintores, escultores, arquitetos e artesãos, chegaram ao Rio de Janeiro para criar a Imperial Academia e Escola de Belas-Artes. Em 1820, foi a vez da Real Academia de Desenho, Pintura, Escultura e Arquitetura-civil.

            CURIOSIDADE: O Teatro Municipal  do Rio de Janeiro foi inaugurado em 1909, portanto não havia mais o Império.
            A presença de artistas estrangeiros, botânicos, zoólogos, médicos, etnólogos, geógrafos e muitos outros que fizeram viagens e expedições regulares ao Brasil – trouxe informações sobre o que acontecia pelo mundo e também tornou este país conhecido, por meio dos livros e artigos em jornais e revistas que aqueles profissionais publicavam. Foi uma mudança profunda, mas que não alterou os costumes da grande maioria da população carioca, composta de escravos e trabalhadores assalariados.
            Em 1818 com a morte da rainha D. Maria I, Dom João foi proclamado e coroado Dom João VI, Rei de Portugal e do Brasil. A aclamação de D. João VI aconteceu nos salões do Teatro de São João.
            Com a vitória das nações européias contra Napoleão em 1815, ficou decidido que os reis de países invadidos pela França deveriam voltar a ocupar seus tronos.• D. João e sua corte não queriam retornar ao empobrecido Portugal. Então o Brasil foi elevado à categoria de Reino Unido de Portugal e Algarves (uma região ao sul de Portugal). O Brasil deixava de ser Colônia de Portugal, adquiria autonomia administrativa.•
            Em 1820, houve em Portugal a Revolução Liberal do Porto, terminando com o Absolutismo e iniciando a Monarquia Constitucional. D. João deixava de ser monarca absoluto e passava a seguir a Constituição do Reino. Dessa forma, a Assembléia Portuguesa exigia o retorno do monarca. O novo governo português desejava recolonizar o Brasil, retirando sua autonomia econômica.
            Em 26 de abril de 1821, D. João VI cedendo às pressões, volta a Portugal, deixando seu filho D.Pedro como príncipe regente do Brasil.


Aula - Vinda da Família Real Portuguesa para o Brasil

quinta-feira, 30 de março de 2017

Revolução Francesa - vídeo aula


história também dá música ! Revolução Francesa


Revolução Francesa - Texto


REVOLUÇÃO FRANCESA



Contexto Histórico: A França no século XVIII 



A situação da França no século XVIII era de extrema injustiça social na época do Antigo Regime. O Terceiro Estado era formado pelos trabalhadores urbanos, camponeses e a pequena burguesia comercial. Os impostos eram pagos somente por este segmento social com o objetivo de manter os luxos da nobreza.



A França era um país absolutista nesta época. O rei governava com poderes absolutos, controlando a economia, a justiça, a política e até mesmo a religião dos súditos. Havia a falta de democracia, pois os trabalhadores não podiam votar, nem mesmo dar opiniões na forma de governo. Os oposicionistas eram presos na Bastilha (prisão política da monarquia) ou condenados à morte.



A sociedade francesa do século XVIII era estratificada e hierarquizada. No topo da pirâmide social, estava o clero que também tinha o privilégio de não pagar impostos. Abaixo do clero, estava a nobreza formada pelo rei, sua família, condes, duques, marqueses e outros nobres que viviam de banquetes e muito luxo na corte. A base da sociedade era formada pelo terceiro estado (trabalhadores, camponeses e burguesia) que, como já dissemos, sustentava toda a sociedade com seu trabalho e com o pagamento de altos impostos. Pior era a condição de vida dos desempregados que aumentavam em larga escala nas cidades francesas.



A vida dos trabalhadores e camponeses era de extrema miséria, portanto, desejavam melhorias na qualidade de vida e de trabalho. A burguesia, mesmo tendo uma condição social melhor, desejava uma participação política maior e mais liberdade econômica em seu trabalho.



A Revolução Francesa (14/07/1789) 



A situação social era tão grave e o nível de insatisfação popular tão grande que o povo foi às ruas com o objetivo de tomar o poder e arrancar do governo a monarquia comandada pelo rei Luis XVI. O primeiro alvo dos revolucionários foi a Bastilha. A Queda da Bastilha em 14/07/1789 marca o início do processo revolucionário, pois a prisão política era o símbolo da monarquia francesa.



O lema dos revolucionários era "Liberdade, Igualdade e Fraternidade ", pois ele resumia muito bem os desejos do terceiro estado francês.


Durante o processo revolucionário, grande parte da nobreza deixou a França, porém a família real foi capturada enquanto tentava fugir do país. Presos, os integrantes da monarquia, entre eles o rei Luis XVI e sua esposa Maria Antonieta foram guilhotinados em 1793. O clero também não saiu impune, pois os bens da Igreja foram confiscados durante a revolução.



No mês de  agosto de 1789, a Assembleia Constituinte cancelou todos os direitos feudais que existiam e promulgou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Este importante documento trazia significativos avanços sociais, garantindo direitos iguais aos cidadãos, além de maior participação política para o povo.



Girondinos e Jacobinos



Após a revolução, o terceiro estado começa a se transformar e partidos começam a surgir com opiniões diversificadas. Os girondinos, por exemplo, representavam a alta burguesia e queriam evitar uma participação maior dos trabalhadores urbanos e rurais na política. Por outro lado, os jacobinos representavam a baixa burguesia e defendiam uma maior participação popular no governo. Liderados por Robespierre e Saint-Just, os jacobinos eram radicais e defendiam também profundas mudanças na sociedade que beneficiassem os mais pobres.



A Fase do Terror 







Em 1792, os radicais liderados por Robespierre, Danton e Marat assumem o poder e organização as guardas nacionais. Estas recebem ordens dos líderes para matar qualquer oposicionista do novo governo. Muitos integrantes da nobreza e outros franceses de oposição foram condenados a morte neste período. A violência e a radicalização política são as marcas desta época.





A burguesia no poder 



Em 1795, os girondinos assumem o poder e começam a instalar um governo burguês na França. Uma nova Constituição é aprovada, garantindo o poder da burguesia e ampliando seus direitos políticos e econômico. O general francês Napoleão Bonaparte é colocado no poder, após o Golpe de 18 de Brumário (9 de novembro de 1799) com o objetivo de controlar a instabilidade social e implantar um governo burguês. Napoleão assume o cargo de primeiro-cônsul da França, instaurando uma ditadura.





Conclusão



A Revolução Francesa foi um importante marco na História Moderna da nossa civilização. Significou o fim do sistema absolutista e dos privilégios da nobreza. O povo ganhou mais autonomia e seus direitos sociais passaram a ser respeitados. A vida dos trabalhadores urbanos e rurais melhorou significativamente. Por outro lado, a burguesia conduziu o processo de forma a garantir seu domínio social. As bases de uma sociedade burguesa e capitalista foram estabelecidas durante a revolução. Os ideais políticos (principalmente iluministas) presentes na França antes da Revolução Francesa também influenciaram a independência  de alguns países da América Espanhola e o movimento de Inconfidência Mineira no Brasil.