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segunda-feira, 6 de novembro de 2017
terça-feira, 25 de julho de 2017
Imperialismo do século XIX
Imperialismo e Neocolonialismo no séc. XIX.
A
partir da segunda metade do século XIX, o mundo, principalmente a Europa e
E.U.A, passam por uma transformação tecnológica que foi viabilizada pelo
processo de produção das fábricas dando assim início a Segunda Revolução
Industrial. Essa fase de industrialização possibilitou grandes transformações
sociais, econômicas e culturais.
A
partir de 1870, os motores a vapor foram gradativamente substituídos pelos
motores de combustão interna e também pelos motores elétricos. O ferro, que foi
umas das principais matérias primas durante a primeira fase da revolução
industrial, abre espaço para a utilização do aço que é um material mais leve,
maleável e resistente. Nesse período conhecido como Segunda Revolução industrial
surgem avanços nas áreas de siderurgia, química, de aparelhos elétricos e
produtos farmacêuticos.
Principais
características de cada fase da Revolução industrial
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PRIMEIRA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
1780/ 1850
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SEGUNDA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
1850/ 1914
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Principais fontes de energia
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Carvão vegetal e mineral
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Petróleo
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Material industrial utilizado
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Ferro
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Aço
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Tipo de maquinário
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Máquinas a vapor
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Motores de combustão interna e
motores elétricos
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O
desenvolvimento industrial do século XIX levou grandes potências mundiais a empreender
um novo modelo de colonização.
"A industrialização do continente europeu marcou um intenso processo de expansão econômica. O crescimento dos parques industriais e o acúmulo de capitais fizeram com que as grandes potências econômicas da Europa buscassem a ampliação de seus mercados e procurassem maiores quantidades de matéria-prima disponíveis a baixo custo. Foi nesse contexto que, a partir do século XIX, essas nações buscaram explorar regiões na África e Ásia"
"A industrialização do continente europeu marcou um intenso processo de expansão econômica. O crescimento dos parques industriais e o acúmulo de capitais fizeram com que as grandes potências econômicas da Europa buscassem a ampliação de seus mercados e procurassem maiores quantidades de matéria-prima disponíveis a baixo custo. Foi nesse contexto que, a partir do século XIX, essas nações buscaram explorar regiões na África e Ásia"
PORQUE NEOCOLONIALISMO?
Diferenças
entre o colonialismo europeu do século XVI e o Neocolonialismo do século
XIX
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COLONIALISMO EUROPEU
SÉCULO XVI
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NEOCOLONIALISMO
SÉCULO XIX
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Área principal de dominação
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América
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África, Ásia e Oceania
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Fase do Capitalismo
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Capitalismo mercantilista
(comercial)
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Capitalismo financeiro e
monopolista (industrial)
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Patrocinadores
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Burguesia comercial e Estados
metropolitanos europeus
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Burguesia financeiro-industrial e
Estados da Europa, América do Norte (EUA) e Ásia (Japão)
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Objetivos econômicos
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.Garantia de mercado consumidor
para a produção econômica europeia.
.garantia de exploração de produtos
coloniais, como artigos tropicais e metais preciosos
|
. reserva de mercado para a
produção industrial.
.Garantia de fornecimento de
matérias-primas, como carvão, ferro, petróleo e metais não ferrosos.
.controle dos mercados externos
para investimento de capitais excedentes
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Justificativa ideológica
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Expansão da fé cristã.
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Missão civilizadora de espalhar o
progresso técnico-científico pelo mundo
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Características
gerais:
-
Época: século XIX e inicio do século XX
-
Principais metrópoles: Inglaterra, França , Alemanha, USA, Japão...
-Regiões
colonizadas: Ásia, África e América Latina
-Etapa
do capitalismo: monopolista financeiro
-Justificativa
ideológica: levar o progresso até os povos
-Principais
objetivos: mercado consumidor
1-Matérias
primas: As regiões colonizadas tinham matéria prima em abundância, diferente
das regiões européias, onde a mesma estava esgotada.
2 Mão de obra
barata: - O salário pago para os trabalhadores das regiões colonizadas seriam
muito abaixo do que era pago na Europa, devido ao excesso de mão de obra que os
países colonizados tinham.
3 Pontos
estratégicos: Áreas essenciais para o controle do petróleo por exemplo na
Ásia...
4 Liberação
de mão de obra excedente: A economia européia não tinha mais para onde
expandir, com isso, muitas pessoas estavam desempregadas, e a opção de um novo
mercado, seria interessante para liberar essa mão de obra excedente.
O
desenvolvimento do capitalismo, na sua fase monopolista capitalista, forçou as
potências industrializadas a expandirem os seus mercados. Mas os governos
nacionais, atuavam de acordo com os interesses dos grandes grupos econômicos de
seus respectivos países.
TIPOS DE NEOCOLONIALISMO
A
organização das áreas conquistadas variou sensivelmente. Os especialistas
normalmente dividem as áreas coloniais, por:
1- Áreas de domínio
econômico ou de imperialismo informal: trata-se essencialmente dos países da
América Latina, já independentes e controlados apenas do ponto de vista
econômico.
2- Áreas de protetorado:
a colônia é tratada como se fosse um aliado, mantendo-se seus quadros
dirigentes, mas na realidade, esses quadros estão subordinados a uma autoridade
européia presente.
3- Áreas de colonização
propriamente dita: nestas áreas se faz uma dominação militar, política e
econômica e os quadros dirigentes são essencialmente europeus.
Teorias
Racistas do século XIX que justificavam o Imperialismo
O domínio da África e da Ásia,
exercido pelos países industrializados, teve duas principais formas:
1ª) a dominação política e econômica direta
(os próprios europeus governavam);
2ª) a dominação política e econômica indireta
(as elites nativas governavam).
Mas
como as potências imperialistas legitimaram o domínio, a conquista, a submissão
e a exploração de dois continentes inteiros?
A
principal hipótese para a legitimação do domínio imperialista europeu sobre a
África e a Ásia foi a utilização ideológica de teorias raciais europeias provenientes do século
XIX. As que mais se destacaram foram o evolucionismo social e
o darwinismo social.
Um
dos discursos ideológicos que “legitimariam” o processo de domínio e exploração
dos europeus sobre asiáticos e africanos seria o evolucionismo social. Tal teoria classificava as
sociedades em três etapas evolutivas:
1ª) bárbara;
2ª)
primitiva;
3ª) civilizada.
Os
europeus se consideravam integrantes da 3ª etapa (civilizada) e classificavam
os asiáticos como primitivos e os africanos como bárbaros. Portanto, restaria
ao colonizador europeu a “missão civilizatória”, através da qual asiáticos e
africanos tinham de ser dominados. Sendo assim, estariam estes assimilando a
cultura europeia, podendo ascender nas etapas de evolução da sociedade e
alcançar o estágio de civilizados.
O
domínio colonial, a conquista e a submissão de continentes inteiros foram legal
e moralmente aceitos. Desse modo, os europeus tinham o dever de fazer tais
sociedades evoluírem.
O darwinismo social se caracterizou como outra
teoria que legitimou o discurso ideológico europeu para dominar outros
continentes. O darwinismo social compactuava com a ideia de que a teoria da
evolução das espécies (Darwin) poderia ser aplicada à sociedade. Tal teoria
difundia o propósito de que na luta pela vida somente as nações e as raças mais
fortes e capazes sobreviveriam.
A
partir de então, os europeus difundiram a ideia de que o imperialismo, ou
neocolonialismo, seria uma missão civilizatória de uma raça superior branca
europeia que levaria a civilização (tecnologia, formas de governo, religião
cristã, ciência) para outros lugares. Segundo o discurso ideológico dessas
teorias raciais, o europeu era o modelo ideal/ padrão de sociedade, no qual as
outras sociedades deveriam se espelhar. Para a África e a Ásia conseguirem
evoluir suas sociedades para a etapa civilizatória, seria imprescindível ter o
contato com a civilização europeia.
Hoje
sabemos que o evolucionismo social e o darwinismo social não possuem nenhum
embasamento ou legitimidade científica, mas no contexto histórico do século XIX
foram ativamente utilizados para legitimar o imperialismo, ou seja, a
submissão, o domínio e a exploração de continentes inteiros.
O IMPERIALISMO NA ÁFRICA
Iniciada a partir da segunda
metade do século XIX, a efetiva partilha da África atingiu seu ponto máximo na
Conferência de Berlim (1884-1885), da qual participaram quatorze países
europeus mais Estados Unidos e Rússia.
Na
África, a preponderância é dos ingleses, que esboçaram o projeto de ir “do
Cairo ao Cabo”, projeto bloqueado quando
a Alemanha dominou Ruanda-Burundi e Tanganica ( África Oriental)
Na África mediterrânea , ou do
Norte, os conflitos maiores ficarão por conta das rivalidades franco –
britânicas sobre o Egito, que culminou com o estabelecimento do protetorado
inglês. Com relação ao Marrocos a disputa envolveu principalmente a Alemanha e
a França, dando origem a numerosas crises.
Na África negra, ou sul
–saariana, as disputas foram mais acirradas, em virtude da presença e
interesses de outras potências.
Na África do Sul, a presença
maior é dos ingleses e portugueses, estes já de longa data. Os ingleses
dominaram a região do Cabo e de Natal. Em seguida, tiveram problemas com os
bôers, que habitavam o Transvaal e Orange. Os bôers eram africanos descendentes
de holandeses que tentavam impedir que
os ingleses explorassem o ouro e diamantes em Orange. A GUERRA DOS BÔERS
(1889/1902) determinou a vitória inglesa, formando-se a União Sul- Africana.
OBS:
as divisões artificiais ao continente africano ( + ou – 900 etnias) , será um
dos responsáveis pelas guerras civis do processo pós-descolonização.
O IMPERIALISMO NA ÁSIA
A China era o alvo mais cobiçado, sendo
repartida em áreas de influência de várias nações. A dominação da China foi
efetivada depois da GUERRA DO ÓPIO (1842), quando o governo chinês foi
derrotado em guerra pelo exército inglês. Derrotado, o governo chinês foi
obrigado a assinar o tratado de nanquim, abrindo seus portos ao comércio
externo e cedendo Honk Kong á Inglaterra. Os chineses não aceitaram
pacificamente o domínio. Expressão disto são as várias rebeliões, contra o
domínio econômico e cultural estrangeiro.
A Índia foi colonizada
principalmente pela Inglaterra. A principal revolta indiana contra o domínio
britânico foi a Revolta dos Cipaios (1859), duramente reprimida pelos ingleses.
O Japão governado pelo sistema
de XOGUNATO, também foi vítima do imperialismo- devido a tratados desiguais. Os
japoneses, no entanto, conseguiram superar os problemas decorrentes do
imperialismo e, em 1868, chegaram à REVOLUÇÃO MEIJI, caracterizada pela
centralização do poder político no imperador e pelo início da industrialização
adotando para tal os Zaibatsu. A partir dessa data tornou-se gradativamente uma
potência econômica militar.
Para modernizar o Japão, o
imperador Mutsuhito (1868-1889) aboliu a servidão, proclamou a igualdade de
todos perante a lei, desenvolveu a instrução pública, reestruturou o exército,
instituiu o IENE como moeda básica do sistema monetário japonês, desenvolveu as
comunicações, as estradas de ferro, a imprensa, o serviço postal e o telégrafo.
Ao mesmo tempo o Estado passou a
estimular o desenvolvimento industrial, intervindo diretamente na economia e
promovendo investimentos em empresas que depois eram transferidas para a
iniciativa privada. A partir dessa estatal, a industrialização do país tomou
impulso, levando a formação de grandes conglomerados econômicos (trustes),
conhecidos como ZAIBATSU.
O país adotou uma CONSTITUIÇÃO,
mas a verdadeira autoridade continuou nas mãos do imperador, apoiado por um
exército que se modernizava e logo passaria a reivindicar novos territórios
para o Japão.
O IMPERIALISMO NA AMÉRICA
Na América, ao lado do “imperialismo
informal” ou dominação dissimulada dos europeus, o que mais se destaca é o
início do imperialismo norte-americano. Após a Guerra de Secessão (1861-1865) e
a rápida industrialização, os Estados Unidos também se lançam a corrida
imperialista, cuja região Mais significativa foi o Caribe, a América Central e
o Oceano Pacífico.
Os Estados Unidos dominaram o
Hawai e as Filipinas, adquiriram o Alaska á Rússia, estabeleceram sua hegemonia
sobre Cuba, além de interferirem por diversas vezes na América Central e do
Sul. Na América Central estabeleceram uma base privilegiada no Panamá (no
contexto do século XX, representa um dos pontos mais significativos mundiais),
onde constroem o canal que liga o Atlântico ao Pacífico. A própria
independência do Panamá já contara com os benefícios norte-americanos. A
Nicarágua, a República Dominicana, o México, a Venezuela, todos eles conheceram
intervenções americanas, justificadas pela doutrina do BIG STICK (grande porrete)
do presidente Roosevelt. No entanto, foi no governo Taft que a justificativa
real do imperialismo foi desmascarada, pois a diplomacia do dólar afirmava
categoricamente o direito da nação americana de intervir para assegurar suas
mercadorias e mercados nesses países para seus capitalistas, investimentos
lucrativos.
As
consequências do imperialismo
O imperialismo
europeu foi extremamente desastroso e prejudicial para os povos nativos da
África, Ásia e Oceania, pois gerou o subdesenvolvimento e desigualdades sociais
vivenciadas até os dias de hoje em muitos países desses continentes.
Quando
os europeus invadiram os territórios da África, Ásia e Oceania, forçaram os
nativos a realizar trabalhos pesados, nas minas e grandes plantações, em troca
de baixos salários. Além disso, os europeus não respeitavam os hábitos,
costumes e cultura dos nativos, obrigando-os a adotar sua língua, costumes e
religião, provocando a aculturação* de muitos povos.
A
exploração imperialista resultou no extermínio de milhares de povos nativos,
provocados por guerras, doenças e também pela fome. Uma das consequências mais
evidentes do imperialismo até os dias de hoje é o atraso econômico a que os
países dominados foram submetidos e que se reflete ainda hoje no subdesenvolvimento
e nas desigualdades sociais presentes na maioria desses países.
Disputas
de territórios que acabaram por causar a Iª Guerra Mundial em 1914.
*
Aculturação: processo de adoção ou assimilação de uma cultura estrangeira
Segundo Semestre
Amores e Amoras,
O segundo semestre se aproxima e com ele a parte final da nossa caminhada no segundo ano. Agora não há espaço para "vacilos". Quem está com a nota baixa é a oportunidade de recuperar.
Dedicação, estudo e leituras são mais do que necessárias.
Espero contar com o mesmo carinho e dedicação as nossas aulas.
E... boa volta.
O segundo semestre se aproxima e com ele a parte final da nossa caminhada no segundo ano. Agora não há espaço para "vacilos". Quem está com a nota baixa é a oportunidade de recuperar.
Dedicação, estudo e leituras são mais do que necessárias.
Espero contar com o mesmo carinho e dedicação as nossas aulas.
E... boa volta.
quarta-feira, 14 de junho de 2017
Avaliação 2
Amores e Amoras
Na próxima semana teremos a segunda avaliação do bimestre.
Dia 19 para as turmas 2009, 2010, 2011
Dia 20 para as turmas 2007, 2008, 2012
O assunto será Revolução Industrial.
O texto deve ser colocado no caderno , copiado ou impresso.
Lembrem-se que cada turma fará um tipo de avaliação.
Nossa PROVA será dia 29 e os assuntos são: Vinda da família real e Revolução industrial
Estudem.
Na próxima semana teremos a segunda avaliação do bimestre.
Dia 19 para as turmas 2009, 2010, 2011
Dia 20 para as turmas 2007, 2008, 2012
O assunto será Revolução Industrial.
O texto deve ser colocado no caderno , copiado ou impresso.
Lembrem-se que cada turma fará um tipo de avaliação.
Nossa PROVA será dia 29 e os assuntos são: Vinda da família real e Revolução industrial
Estudem.
Revolução Industrial - TEXTO
Revolução Industrial
1 - Introdução
Revolução Industrial A
Revolução Industrial ocorrida na Inglaterra integra o conjunto das “Revoluções
Burguesas” do século XVIII, responsáveis pela crise do Antigo Regime, na
passagem do capitalismo comercial para o industrial. Os outros dois movimentos
que a acompanham são a independência dos EUA e a Revolução Francesa, que sob
influência dos principais iluministas, assinalam a transição da Idade Moderna
para a Contemporânea.
2 – O processo da produção Revolução
Industrial
Artesanato: Foi a forma de
produção característica da Baixa Idade Média, durante o renascimento urbano e
comercial, sendo representado por uma produção de caráter familiar, na qual o
produtor (artesão), possuía os meios de produção (era o proprietário da oficina
e das ferramentas) e trabalhava com a família em sua própria casa, realizando
todas as etapas da produção, desde o preparo da matéria-prima, até o acabamento
final; ou seja, não havia divisão do trabalho ou especialização.Nessa evolução,
a produção manual que antecede a industrial conheceu duas etapas bem definidas
dentro do processo de desenvolvimento do capitalismo.
Manufatura: Foi a forma de
produção que predominou ao longo da Idade Moderna, resultando da ampliação do
mercado consumidor com o desenvolvimento do comércio marítimo. Nesse momento,
já ocorre um aumento na produtividade do trabalho, devido à divisão social da
produção, onde cada trabalhador realizava uma etapa na confecção de um produto.
Outra característica desse período foi a interferência do capitalista no
processo produtivo, passando a comprar a matéria-prima e a determinar o ritmo de
produção, uma vez que controlava os principais mercados consumidores.
A maquinofatura: Na
maquinofatura, o trabalhador estava submetido ao regime de funcionamento da
máquina e à gerência direta do empresário. Foi nesta etapa que se consolidou a
Revolução Industrial. A partir da máquina, fala-se numa primeira, numa segunda
e até numa terceira Revolução industrial.
3- Fases
Primeira Fase (1760 a 1860):
A Revolução Industrial ficou limitada, basicamente, à Inglaterra, o primeiro
país europeu a conhecer um rápido processo de industrialização, baseado na
utilização do carvão e do ferro e na fabricação de tecidos com a utilização do
tear mecânico. Máquina a vapor usada em mina de carvão, no século XVIII
Segunda Fase (1860 a 1900):
A industrialização espalhou-se por diversas regiões da Europa, atingindo países
como França, Alemanha, Itália, Bélgica e Holanda. Em outros continentes, o
processo de industrialização alcançou os Estados Unidos e o Japão. Nesse
período, as principais inovações técnicas foram a utilização da energia
elétrica e o desenvolvimento dos produtos químicos. As primeiras experiências com
a então recém-descoberta eletricidade demonstraram que o corpo humano é um bom
condutor elétrico.
Terceira Fase (1860 a 1900):
1900 até hoje – Surgem conglomerados industriais e multinacionais. A produção
se automatiza; começa a produção em série e explode a sociedade de consumo de
massas, com a expansão dos meios de comunicação. A indústria química e
eletrônica, a engenharia genética e a robótica avançam.
4 – O pioneirismo da Inglaterra Revolução
Industrial
O pioneirismo inglês no
processo de Revolução Industrial em meados do século XVIII, pode ser explicado
por diversos fatores:
POLÍTICA ECONÔMICA LIBERAL:Antes da
liberalização econômica, as atividades industriais e comerciais estavam
cartelizadas pelo rígido sistemas de guildas, e por causa disso a entrada de
novos competidores e a inovação tecnológica eram muito limitadas. Com a
liberalização da indústria e do comércio, ocorreu um enorme progresso
tecnológico e um grande aumento da produtividade em um curto espaço de tempo.
RESERVAS DE CARVÃO MINERAL: A
Inglaterra possuía grandes reservas de carvão mineral em seu subsolo, sendo
essa a principal fonte de energia para movimentar as máquinas e as locomotivas
à vapor.
RESERVAS DE MINÉRIO DE
FERRO: A Inglaterra possuía grandes reservas de minério de ferro, sendo essa a
principal matéria-prima utilizada na indústria.
MÃO-DE-OBRA DISPONÍVEL: A
aprovação da Lei dos Cercamentos de Terra (enclousures) na Inglaterra foi
responsável por um grande êxodo no campo, e consequentemente pela
disponibilidade de mão-de-obra abundante e barata nas cidades.
ACUMULAÇÃO DE CAPITAL: A
grande quantidade de capital acumulado durante a fase do mercantilismo,
permitiu que a burguesia inglesa tivesse recursos financeiros suficientes para
financiar as fábricas, comprar matéria-prima e máquinas e contratar empregados.
5 - OS PRINCIPAIS AVANÇOS DA
MAQUINOFATURA
A industrialização da
segunda metade do século XVIII iniciou-se com a mecanização do setor têxtil,
cuja produção tinha amplos mercados nas colônias, inglesas ou não, da América,
África e Ásia. Entre as principais invenções mecânicas do período destacam-se: 1767
– Máquina de fiar (spinning jenny) de James Hargreaves: Essa máquina era capaz
de fiar 80 quilos de fios de um só vez sob os cuidados de um só operário. 1768
– Máquina a vapor: Todas as invenções mecânicas ganharam maior capacidade
quando passaram a ser acoplados à máquina a vapor, inventada por Thomas
Newcomen (1712) e aperfeiçoada por James Watt. Com a gradativa sofisticação das
máquinas, houve aumento da produção e geração de capitais, que eram reaplicados
em novas máquinas. Após o setor têxtil, a mecanização alcançou o setor
metalúrgico, impulsionou a produção em série e levou à modernização e expansão
dos transportes. 1769 - Tear hidráulico ( water frame), de Richard Arkwright. 1779
– Samuel Crompton inventa a “mule” uma combinação da “water frame” com a
“spinning jenny” com os fios finos e resistentes.
1785 - Tear mecânico de Edmond
Cartwright
1814 – George Stephenson
idealizou a LOCOMOTIVA A VAPOR
1805 – O norte-americano
Robert Fulton revoluciou a navegação marítima criando o BARCO A VAPOR.
6 - O CONTROLE DA PRODUÇÃO
O uso da energia elétrica e do petróleo graças
à maior potência e eficiência das fontes de energia, permitiu a intensificação
e diversificação do desenvolvimento tecnológico. A busca dos maiores lucros em
relação aos investimentos feitos levou à especialização do trabalho ao extremo.
7– OS DESDOBRAMENTOS DA
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL PARA A SOCIEDADE
A Revolução Industrial
alterou profundamente as condições de vida do trabalhador braçal. Provocou
inicialmente um intenso deslocamento da população rural para as cidades, com
enormes concentrações urbanas. A produção em larga escala e dividida em etapas
distanciou cada vez mais o trabalhador do produto final, já que cada grupo de
trabalhadores domina apenas uma etapa da produção. O proletariado urbano surgiu
como uma classe bem definida e submetida às péssimas condições de moradia
(cortiços), salários irrisórios e com uma extensa jornada de trabalho diante da
ausência de leis trabalhistas: 1780 – em torno de 80 horas por semana; 1820 –
67 horas por semana; 1860 – 53 horas por semana
O agravamento dos problemas
sócio-econômicos com o desemprego e a fome, foram acompanhados de outros
problemas, como a prostituição e o alcoolismo. O barulho e poluição passaram a
fazer parte do cotidiano dos moradores dos centros urbanos. O desenvolvimento
das ferrovias irá absorver grande parte da mão-de-obra masculina adulta,
provocando, em escala crescente, a utilização de mulheres e crianças como
trabalhadores nas fábricas têxteis e nas minas.
8 – CONCLUSÃO
A Revolução Industrial
estabeleceu a definitiva supremacia burguesa na ordem econômica, ao mesmo tempo
que acelerou o êxodo rural, o crescimento urbano e a formação da classe
operária. Inaugurava-se uma nova época, na qual a política, a ideologia e a
cultura gravitariam entre dois pólos: a burguesia industrial e o proletariado.
Estavam fixadas as bases do progresso tecnológico e científico, visando a
invenção de novos produtos e técnicas para o maior e melhor desempenho
industrial. Abriram-se também as condições para o imperialismo colonialista e a
luta de classes, formando o conjunto das bases do mundo contemporâneo.
9 – AS REAÇÕES DOS TRABALHADORES
Os trabalhadores reagiram
das mais diferentes formas. Podemos destacar alguns dos movimentos:
LUDISMO: o nome vem de Ned
Ludlan), caracterizado pela destruição das máquinas.
CARTISMO : organizado pela
“Associação dos Operários”, que exigiam melhores condições de trabalho e o fim
do voto censitário.
terça-feira, 2 de maio de 2017
Texto - A vinda da Família Real Portuguesa para o Brasil
A Vinda da Família Real ao
Brasil:
No começo do
século XIX, a Europa estava agitada pelas guerras. Inglaterra e França
disputavam a liderança no continente europeu. Em 1806, Napoleão Bonaparte,
imperador da França, decretou o Bloqueio Continental, proibindo que qualquer
país europeu comercializasse com a Inglaterra. O objetivo do bloqueio era
arruinar a economia inglesa. Quem não obedecesse, seria invadido pelo exército
francês.
O Bloqueio Continental:
Portugal estava
numa situação delicada. Nessa época, Portugal era governado pelo príncipe
regente D. João, pois sua mãe, a rainha D. Maria I, enlouquecera. D. João não
podia cumprir as ordens de Napoleão e aderir ao Bloqueio Continental, pois
tinha longa relação comercial com a Inglaterra, por outro lado o governo
português temia o exército francês.
Sem outra alternativa,
Portugal aceitou o Bloqueio, mas, continuou comercializando com a Inglaterra.
Ao descobrir a trama, Napoleão determinou a invasão de Portugal em novembro de
1807. Sem condições de resistir à invasão francesa, D. João e toda a corte
portuguesa fugiram para o Brasil, sob a proteção naval da marinha inglesa. A
Inglaterra ofereceu escolta na travessia do Atlântico, mas em troca exigiu a
abertura dos portos brasileiros aos navios ingleses.
A corte portuguesa partiu às pressas
de Lisboa sob as vaias do povo, em 29 de novembro de 1807. Na comitiva vinham
D. João, sua mãe D. Maria I, a princesa Carlota Joaquina; as crianças D.
Miguel, D. Maria Teresa, D. Maria Isabel, D. Maria Assunção, D. Ana de Jesus
Maria e D. Pedro e aproximadamente de 15 a 20mil pessoas entre nobres,
militares, religiosos e funcionários da Coroa. Trazendo tudo o que era possível
carregar; móveis, objetos de arte, jóias, louças, livros, arquivos e todo o
tesouro real imperial.
O Embarque da Família Real:
Após 54 dias de
viagem a esquadra portuguesa chegou ao porto de Salvador na Bahia, em 22 de
janeiro de 1808. Lá foram recebidos com festas, onde permaneceram por mais de
um mês.• Seis dias após a chegada D. João cumpriu o seu acordo com os ingleses,
abrindo os portos brasileiros às nações amigas, isto é, a Inglaterra.
Eliminando em parte o monopólio comercial português, que obrigava o Brasil a
fazer comércio apenas com Portugal.
Mas o destino da
Coroa portuguesa, era a capital da colônia, o Rio de Janeiro, onde D. João e
sua comitiva desembarcaram em 8 de março de 1808 e onde foi instalada a sede do
governo.• Na chegada ao Rio de Janeiro, a Corte portuguesa foi recebida com uma
grande festa: o povo aglomerou-se no porto e nas principais ruas para
acompanhar a Família Real em procissão até a Catedral, onde, após uma missa em
ação de graças, o rei concedeu o primeiro "beija-mão".
Rio de Janeiro em 1808:
A transferência da corte portuguesa
para o Rio de Janeiro provocou uma grande transformação na cidade. D. João teve
que organizar a estrutura administrativa do governo. Nomeou ministros de
Estado, colocou em funcionamento diversas secretarias públicas, instalou
tribunais de justiça e criou o Banco do Brasil (1808).
Era preciso
acomodar os novos habitantes e tornar a cidade digna de ser a nova sede do
Império português. O vice-rei do Brasil, D. Marcos de Noronha e Brito cedeu sua
residência, O Palácio dos Governadores, no Lago do Paço, que passou a ser
chamado Paço Real, para o rei e sua família e exigiu que os moradores das
melhores casas da cidade fizessem o mesmo. Duas mil residências foram
requisitadas, pregando-se nas portas o "P.R.", que significava
"Príncipe Regente", mas que o povo logo traduziu como "Ponha-se
na Rua".
Prédios públicos,
quartéis, igrejas e conventos também foram ocupados. A cidade passou por uma
reforma geral: limpeza de ruas, pinturas nas fachadas dos prédios e apreensão
de animais.• As mudanças provocaram o aumento da população na cidade do Rio de
Janeiro, que por volta de 1820, somava mais de 100 mil habitantes, entre os
quais muitos eram estrangeiros – portugueses, comerciantes ingleses, corpos
diplomáticos – ou mesmo resultado do deslocamento da população interna que
procurava novas oportunidades na capital.
As construções
passaram a seguir os padrões europeus. Novos elementos foram incorporados ao
mobiliário; espelhos, bibelôs, biombos, papéis de parede, quadros, instrumentos
musicais, relógios de parede.
Com a Abertura dos
Portos (1808) e os Tratados de Comércio e Navegação e de Aliança e Amizade
(1810) estabelecendo tarifas preferenciais aos produtos ingleses, o comércio
cresceu. O porto do Rio de Janeiro aumentou seu movimento que passou de 500
para 1200 embarcações anuais.• A oferta de mercadorias e serviços
diversificou-se. A Rua do Ouvidor, no centro do Rio, recebeu o cabeleireiro da
Corte, costureiras francesas, lojas elegantes, joalherias e tabacarias. A
novidade mais requintada era os chapéus, luvas, leques, flores artificiais,
perfumes e sabonetes.
Para a elite, a
presença da Corte e o número crescente de comerciantes estrangeiros trouxeram
familiaridade com novos produtos e padrões de comportamento em moldes europeus.
As mulheres seguindo o estilo francês; usavam vestidos leves e sem armações,
com decotes abertos, cintura alta, deixando aparecer os sapatos de saltos
baixos. Enquanto os homens usavam casacas com golas altas enfeitadas por lenços
coloridos e gravatas de renda, calções até o joelho e meias. Embora apenas uma
pequena parte da população usufruísse desses luxos.
Mudanças que aconteceram:
Sem dúvida, a vinda de D. João deu
um grande impulso à cultura no Brasil.
Em abril de 1808, foi criado o
Arquivo Central, que reunia mapas e cartas geográficas do Brasil e projetos de
obras públicas. Em maio, D. João criou a Imprensa Régia e, em setembro, surgiu
a Gazeta do Rio de Janeiro. Logo vieram livros didáticos, técnicos e de poesia.
Em janeiro de 1810, foi aberta a Biblioteca Real, com 60 mil volumes trazidos
de Lisboa. Criaram-se as Escolas de Cirurgia e Academia de Marinha (1808), a
Aula de Comércio e Academia Militar (1810) e a Academia Médico-cirúrgica
(1813). A ciência também ganhou com a criação do Observatório Astronômico
(1808), do Jardim Botânico (1810) e do Laboratório de Química (1818). Biblioteca
nacional:
Em 1813, foi
inaugurado o Teatro São João (atual João Caetano). Em 1816, a Missão Francesa,
composta de pintores, escultores, arquitetos e artesãos, chegaram ao Rio de
Janeiro para criar a Imperial Academia e Escola de Belas-Artes. Em 1820, foi a
vez da Real Academia de Desenho, Pintura, Escultura e Arquitetura-civil.
CURIOSIDADE: O Teatro Municipal do Rio de Janeiro foi inaugurado em 1909,
portanto não havia mais o Império.
A presença de
artistas estrangeiros, botânicos, zoólogos, médicos, etnólogos, geógrafos e
muitos outros que fizeram viagens e expedições regulares ao Brasil – trouxe
informações sobre o que acontecia pelo mundo e também tornou este país
conhecido, por meio dos livros e artigos em jornais e revistas que aqueles
profissionais publicavam. Foi uma mudança profunda, mas que não alterou os
costumes da grande maioria da população carioca, composta de escravos e
trabalhadores assalariados.
Em 1818 com a
morte da rainha D. Maria I, Dom João foi proclamado e coroado Dom João VI, Rei
de Portugal e do Brasil. A aclamação de D. João VI aconteceu nos salões do
Teatro de São João.
Com a vitória das nações européias
contra Napoleão em 1815, ficou decidido que os reis de países invadidos pela
França deveriam voltar a ocupar seus tronos.• D. João e sua corte não queriam
retornar ao empobrecido Portugal. Então o Brasil foi elevado à categoria de
Reino Unido de Portugal e Algarves (uma região ao sul de Portugal). O Brasil
deixava de ser Colônia de Portugal, adquiria autonomia administrativa.•
Em 1820, houve em
Portugal a Revolução Liberal do Porto, terminando com o Absolutismo e iniciando
a Monarquia Constitucional. D. João deixava de ser monarca absoluto e passava a
seguir a Constituição do Reino. Dessa forma, a Assembléia Portuguesa exigia o
retorno do monarca. O novo governo português desejava recolonizar o Brasil,
retirando sua autonomia econômica.
Em 26 de abril de
1821, D. João VI cedendo às pressões, volta a Portugal, deixando seu filho
D.Pedro como príncipe regente do Brasil.
quinta-feira, 30 de março de 2017
Revolução Francesa - Texto
REVOLUÇÃO FRANCESA
Contexto Histórico: A França no século XVIII
A situação da França no século XVIII era de extrema injustiça social na época do Antigo Regime. O Terceiro Estado era formado pelos trabalhadores urbanos, camponeses e a pequena burguesia comercial. Os impostos eram pagos somente por este segmento social com o objetivo de manter os luxos da nobreza.
A França era um
país absolutista nesta época. O rei governava com poderes absolutos,
controlando a economia, a justiça, a política e até mesmo a religião dos
súditos. Havia a falta de democracia, pois os trabalhadores não podiam votar,
nem mesmo dar opiniões na forma de governo. Os oposicionistas eram presos na
Bastilha (prisão política da monarquia) ou condenados à morte.
A sociedade francesa
do século XVIII era estratificada e hierarquizada. No topo da pirâmide social,
estava o clero que também tinha o privilégio de não pagar impostos.
Abaixo do clero, estava a nobreza formada pelo rei, sua família, condes,
duques, marqueses e outros nobres que viviam de banquetes e muito luxo na
corte. A base da sociedade era formada pelo terceiro estado (trabalhadores,
camponeses e burguesia) que, como já dissemos, sustentava toda a sociedade com
seu trabalho e com o pagamento de altos impostos. Pior era a condição de vida
dos desempregados que aumentavam em larga escala nas cidades francesas.
A vida dos
trabalhadores e camponeses era de extrema miséria, portanto, desejavam
melhorias na qualidade de vida e de trabalho. A burguesia, mesmo tendo uma
condição social melhor, desejava uma participação política maior e mais
liberdade econômica em seu trabalho.
A
Revolução Francesa (14/07/1789)
A situação social era tão grave e o nível de insatisfação popular tão grande que o povo foi às ruas com o objetivo de tomar o poder e arrancar do governo a monarquia comandada pelo rei Luis XVI. O primeiro alvo dos revolucionários foi a Bastilha. A Queda da Bastilha em 14/07/1789 marca o início do processo revolucionário, pois a prisão política era o símbolo da monarquia francesa.
O lema dos
revolucionários era "Liberdade, Igualdade e Fraternidade ", pois ele
resumia muito bem os desejos do terceiro estado francês.
Durante o processo revolucionário, grande parte da nobreza deixou a França, porém a família real foi capturada enquanto tentava fugir do país. Presos, os integrantes da monarquia, entre eles o rei Luis XVI e sua esposa Maria Antonieta foram guilhotinados em 1793. O clero também não saiu impune, pois os bens da Igreja foram confiscados durante a revolução.
No mês de
agosto de 1789, a Assembleia Constituinte cancelou todos os direitos feudais
que existiam e promulgou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Este
importante documento trazia significativos avanços sociais, garantindo direitos
iguais aos cidadãos, além de maior participação política para o povo.
Girondinos
e Jacobinos
Após a revolução, o terceiro estado começa a se transformar e partidos começam a surgir com opiniões diversificadas. Os girondinos, por exemplo, representavam a alta burguesia e queriam evitar uma participação maior dos trabalhadores urbanos e rurais na política. Por outro lado, os jacobinos representavam a baixa burguesia e defendiam uma maior participação popular no governo. Liderados por Robespierre e Saint-Just, os jacobinos eram radicais e defendiam também profundas mudanças na sociedade que beneficiassem os mais pobres.
A
Fase do Terror
Em 1792, os radicais
liderados por Robespierre, Danton e Marat assumem o poder e organização as
guardas nacionais. Estas recebem ordens dos líderes para matar qualquer
oposicionista do novo governo. Muitos integrantes da nobreza e outros franceses
de oposição foram condenados a morte neste período. A violência e a
radicalização política são as marcas desta época.
A
burguesia no poder
Em 1795, os
girondinos assumem o poder e começam a instalar um governo burguês na França.
Uma nova Constituição é aprovada, garantindo o poder da burguesia e ampliando
seus direitos políticos e econômico. O general francês Napoleão Bonaparte é
colocado no poder, após o Golpe de 18 de Brumário (9 de novembro de 1799) com o
objetivo de controlar a instabilidade social e implantar um governo burguês.
Napoleão assume o cargo de primeiro-cônsul da França, instaurando uma ditadura.
Conclusão
A Revolução Francesa foi um importante marco na História Moderna da nossa civilização. Significou o fim do sistema absolutista e dos privilégios da nobreza. O povo ganhou mais autonomia e seus direitos sociais passaram a ser respeitados. A vida dos trabalhadores urbanos e rurais melhorou significativamente. Por outro lado, a burguesia conduziu o processo de forma a garantir seu domínio social. As bases de uma sociedade burguesa e capitalista foram estabelecidas durante a revolução. Os ideais políticos (principalmente iluministas) presentes na França antes da Revolução Francesa também influenciaram a independência de alguns países da América Espanhola e o movimento de Inconfidência Mineira no Brasil.
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