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terça-feira, 25 de julho de 2017

Video aula - Imperialismo


IMPERIALISMO

Imperialismo do século XIX

Imperialismo e Neocolonialismo no séc. XIX.

                A partir da segunda metade do século XIX, o mundo, principalmente a Europa e E.U.A, passam por uma transformação tecnológica que foi viabilizada pelo processo de  produção das fábricas dando assim início a Segunda Revolução Industrial. Essa fase de industrialização possibilitou grandes transformações sociais, econômicas e culturais. 
                A partir de 1870, os motores a vapor foram gradativamente substituídos pelos motores de combustão interna e também pelos motores elétricos. O ferro, que foi umas das principais matérias primas durante a primeira fase da revolução industrial, abre espaço para a utilização do aço que é um material mais leve, maleável e resistente. Nesse período conhecido como Segunda Revolução industrial surgem avanços nas áreas de siderurgia, química, de aparelhos elétricos e produtos farmacêuticos.


Principais características de cada fase da Revolução industrial

PRIMEIRA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
 1780/ 1850
SEGUNDA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
1850/ 1914
Principais fontes de energia

Carvão vegetal e mineral

Petróleo
Material industrial utilizado

Ferro

Aço
Tipo de maquinário


Máquinas a vapor

Motores de combustão interna e motores elétricos


O desenvolvimento industrial do século XIX levou grandes potências mundiais a empreender um novo modelo de colonização.
                 "A industrialização do continente europeu marcou um intenso processo de expansão econômica. O crescimento dos parques industriais e o acúmulo de capitais fizeram com que as grandes potências econômicas da Europa buscassem a ampliação de seus mercados e procurassem maiores quantidades de matéria-prima disponíveis a baixo custo. Foi nesse contexto que, a partir do século XIX, essas nações buscaram explorar regiões na África e Ásia"  
PORQUE NEOCOLONIALISMO?
 Diferenças entre o colonialismo europeu do século XVI e o Neocolonialismo do século XIX 

COLONIALISMO EUROPEU
SÉCULO XVI
NEOCOLONIALISMO
SÉCULO XIX

Área principal de dominação

América


África, Ásia e Oceania

Fase do Capitalismo


Capitalismo mercantilista (comercial)

Capitalismo financeiro e monopolista (industrial)

Patrocinadores


Burguesia comercial e Estados metropolitanos europeus

Burguesia financeiro-industrial e Estados da Europa, América do Norte (EUA) e Ásia (Japão)

Objetivos econômicos


.Garantia de mercado consumidor para a produção econômica europeia.
.garantia de exploração de produtos coloniais, como artigos tropicais e metais preciosos

. reserva de mercado para a produção industrial.
.Garantia de fornecimento de matérias-primas, como carvão, ferro, petróleo e metais não ferrosos.
.controle dos mercados externos para investimento de capitais excedentes

Justificativa ideológica


Expansão da fé cristã.

Missão civilizadora de espalhar o progresso técnico-científico pelo mundo


Características gerais:

- Época: século XIX e inicio do século XX
- Principais metrópoles: Inglaterra, França , Alemanha, USA, Japão...
-Regiões colonizadas: Ásia, África e América Latina
-Etapa do capitalismo: monopolista financeiro
-Justificativa ideológica: levar o progresso até os povos
-Principais objetivos: mercado consumidor
                                  1-Matérias primas: As regiões colonizadas tinham matéria prima em abundância, diferente das regiões européias, onde a mesma estava esgotada.
                                  2 Mão de obra barata: - O salário pago para os trabalhadores das regiões colonizadas seriam muito abaixo do que era pago na Europa, devido ao excesso de mão de obra que os países colonizados tinham.

                                  3 Pontos estratégicos: Áreas essenciais para o controle do petróleo por exemplo na Ásia...

                                  4 Liberação de mão de obra excedente: A economia européia não tinha mais para onde expandir, com isso, muitas pessoas estavam desempregadas, e a opção de um novo mercado, seria interessante para liberar essa mão de obra excedente.
  
O desenvolvimento do capitalismo, na sua fase monopolista capitalista, forçou as potências industrializadas a expandirem os seus mercados. Mas os governos nacionais, atuavam de acordo com os interesses dos grandes grupos econômicos de seus respectivos países.

TIPOS DE NEOCOLONIALISMO

A organização das áreas conquistadas variou sensivelmente. Os especialistas normalmente dividem as áreas coloniais, por:

1-     Áreas de domínio econômico ou de imperialismo informal: trata-se essencialmente dos países da América Latina, já independentes e controlados apenas do ponto de vista econômico.
2-     Áreas de protetorado: a colônia é tratada como se fosse um aliado, mantendo-se seus quadros dirigentes, mas na realidade, esses quadros estão subordinados a uma autoridade européia presente.
3-     Áreas de colonização propriamente dita: nestas áreas se faz uma dominação militar, política e econômica e os quadros dirigentes são essencialmente europeus.


Teorias Racistas do século XIX que justificavam o Imperialismo

            O domínio da África e da Ásia, exercido pelos países industrializados, teve duas principais formas:

 1ª) a dominação política e econômica direta (os próprios europeus governavam);
 2ª) a dominação política e econômica indireta (as elites nativas governavam).

                Mas como as potências imperialistas legitimaram o domínio, a conquista, a submissão e a exploração de dois continentes inteiros?
                A principal hipótese para a legitimação do domínio imperialista europeu sobre a África e a Ásia foi a utilização ideológica de teorias raciais europeias provenientes do século XIX. As que mais se destacaram foram o evolucionismo social e o darwinismo social.
                Um dos discursos ideológicos que “legitimariam” o processo de domínio e exploração dos europeus sobre asiáticos e africanos seria o evolucionismo social. Tal teoria classificava as sociedades em três etapas evolutivas:
1ª) bárbara;
 2ª) primitiva;
3ª) civilizada.
                Os europeus se consideravam integrantes da 3ª etapa (civilizada) e classificavam os asiáticos como primitivos e os africanos como bárbaros. Portanto, restaria ao colonizador europeu a “missão civilizatória”, através da qual asiáticos e africanos tinham de ser dominados. Sendo assim, estariam estes assimilando a cultura europeia, podendo ascender nas etapas de evolução da sociedade e alcançar o estágio de civilizados.
                O domínio colonial, a conquista e a submissão de continentes inteiros foram legal e moralmente aceitos. Desse modo, os europeus tinham o dever de fazer tais sociedades evoluírem.
                O darwinismo social se caracterizou como outra teoria que legitimou o discurso ideológico europeu para dominar outros continentes. O darwinismo social compactuava com a ideia de que a teoria da evolução das espécies (Darwin) poderia ser aplicada à sociedade. Tal teoria difundia o propósito de que na luta pela vida somente as nações e as raças mais fortes e capazes sobreviveriam.
                A partir de então, os europeus difundiram a ideia de que o imperialismo, ou neocolonialismo, seria uma missão civilizatória de uma raça superior branca europeia que levaria a civilização (tecnologia, formas de governo, religião cristã, ciência) para outros lugares. Segundo o discurso ideológico dessas teorias raciais, o europeu era o modelo ideal/ padrão de sociedade, no qual as outras sociedades deveriam se espelhar. Para a África e a Ásia conseguirem evoluir suas sociedades para a etapa civilizatória, seria imprescindível ter o contato com a civilização europeia.
                Hoje sabemos que o evolucionismo social e o darwinismo social não possuem nenhum embasamento ou legitimidade científica, mas no contexto histórico do século XIX foram ativamente utilizados para legitimar o imperialismo, ou seja, a submissão, o domínio e a exploração de continentes inteiros.

O IMPERIALISMO NA ÁFRICA

                Iniciada a partir da segunda metade do século XIX, a efetiva partilha da África atingiu seu ponto máximo na Conferência de Berlim (1884-1885), da qual participaram quatorze países europeus mais Estados Unidos e Rússia.
Na África, a preponderância é dos ingleses, que esboçaram o projeto de ir “do Cairo ao Cabo”, projeto bloqueado  quando a Alemanha dominou Ruanda-Burundi e Tanganica ( África Oriental)
                Na África mediterrânea , ou do Norte, os conflitos maiores ficarão por conta das rivalidades franco – britânicas sobre o Egito, que culminou com o estabelecimento do protetorado inglês. Com relação ao Marrocos a disputa envolveu principalmente a Alemanha e a França, dando origem a numerosas crises.
                Na África negra, ou sul –saariana, as disputas foram mais acirradas, em virtude da presença e interesses de outras potências.
                Na África do Sul, a presença maior é dos ingleses e portugueses, estes já de longa data. Os ingleses dominaram a região do Cabo e de Natal. Em seguida, tiveram problemas com os bôers, que habitavam o Transvaal e Orange. Os bôers eram africanos descendentes de holandeses que tentavam impedir  que os ingleses explorassem o ouro e diamantes em Orange. A GUERRA DOS BÔERS (1889/1902) determinou a vitória inglesa, formando-se a União Sul- Africana.

OBS: as divisões artificiais ao continente africano ( + ou – 900 etnias) , será um dos responsáveis pelas guerras civis do processo pós-descolonização.


O IMPERIALISMO NA ÁSIA

            A China era o alvo mais cobiçado, sendo repartida em áreas de influência de várias nações. A dominação da China foi efetivada depois da GUERRA DO ÓPIO (1842), quando o governo chinês foi derrotado em guerra pelo exército inglês. Derrotado, o governo chinês foi obrigado a assinar o tratado de nanquim, abrindo seus portos ao comércio externo e cedendo Honk Kong á Inglaterra. Os chineses não aceitaram pacificamente o domínio. Expressão disto são as várias rebeliões, contra o domínio econômico e cultural estrangeiro.
                A Índia foi colonizada principalmente pela Inglaterra. A principal revolta indiana contra o domínio britânico foi a Revolta dos Cipaios (1859), duramente reprimida pelos ingleses.
                O Japão governado pelo sistema de XOGUNATO, também foi vítima do imperialismo- devido a tratados desiguais. Os japoneses, no entanto, conseguiram superar os problemas decorrentes do imperialismo e, em 1868, chegaram à REVOLUÇÃO MEIJI, caracterizada pela centralização do poder político no imperador e pelo início da industrialização adotando para tal os Zaibatsu. A partir dessa data tornou-se gradativamente uma potência econômica militar.
                Para modernizar o Japão, o imperador Mutsuhito (1868-1889) aboliu a servidão, proclamou a igualdade de todos perante a lei, desenvolveu a instrução pública, reestruturou o exército, instituiu o IENE como moeda básica do sistema monetário japonês, desenvolveu as comunicações, as estradas de ferro, a imprensa, o serviço postal e o telégrafo.
                Ao mesmo tempo o Estado passou a estimular o desenvolvimento industrial, intervindo diretamente na economia e promovendo investimentos em empresas que depois eram transferidas para a iniciativa privada. A partir dessa estatal, a industrialização do país tomou impulso, levando a formação de grandes conglomerados econômicos (trustes), conhecidos como ZAIBATSU.
                O país adotou uma CONSTITUIÇÃO, mas a verdadeira autoridade continuou nas mãos do imperador, apoiado por um exército que se modernizava e logo passaria a reivindicar novos territórios para o Japão.

O IMPERIALISMO NA AMÉRICA

            Na América, ao lado do “imperialismo informal” ou dominação dissimulada dos europeus, o que mais se destaca é o início do imperialismo norte-americano. Após a Guerra de Secessão (1861-1865) e a rápida industrialização, os Estados Unidos também se lançam a corrida imperialista, cuja região Mais significativa foi o Caribe, a América Central e o Oceano Pacífico.
                Os Estados Unidos dominaram o Hawai e as Filipinas, adquiriram o Alaska á Rússia, estabeleceram sua hegemonia sobre Cuba, além de interferirem por diversas vezes na América Central e do Sul. Na América Central estabeleceram uma base privilegiada no Panamá (no contexto do século XX, representa um dos pontos mais significativos mundiais), onde constroem o canal que liga o Atlântico ao Pacífico. A própria independência do Panamá já contara com os benefícios norte-americanos. A Nicarágua, a República Dominicana, o México, a Venezuela, todos eles conheceram intervenções americanas, justificadas pela doutrina do BIG STICK (grande porrete) do presidente Roosevelt. No entanto, foi no governo Taft que a justificativa real do imperialismo foi desmascarada, pois a diplomacia do dólar afirmava categoricamente o direito da nação americana de intervir para assegurar suas mercadorias e mercados nesses países para seus capitalistas, investimentos lucrativos.

As consequências do imperialismo

            O imperialismo europeu foi extremamente desastroso e prejudicial para os povos nativos da África, Ásia e Oceania, pois gerou o subdesenvolvimento e desigualdades sociais vivenciadas até os dias de hoje em muitos países desses continentes
                Quando os europeus invadiram os territórios da África, Ásia e Oceania, forçaram os nativos a realizar trabalhos pesados, nas minas e grandes plantações, em troca de baixos salários. Além disso, os europeus não respeitavam os hábitos, costumes e cultura dos nativos, obrigando-os a adotar sua língua, costumes e religião, provocando a aculturação* de muitos povos. 
                A exploração imperialista resultou no extermínio de milhares de povos nativos, provocados por guerras, doenças e também pela fome. Uma das consequências mais evidentes do imperialismo até os dias de hoje é o atraso econômico a que os países dominados foram submetidos e que se reflete ainda hoje no subdesenvolvimento e nas desigualdades sociais presentes na maioria desses países.
                Disputas de territórios que acabaram por causar a Iª Guerra Mundial em 1914.

* Aculturação: processo de adoção ou assimilação de uma cultura estrangeira


Segundo Semestre

Amores e Amoras,
O segundo semestre se aproxima e com ele a parte final da nossa caminhada no segundo ano. Agora não há espaço para "vacilos". Quem está com a nota baixa é a oportunidade de recuperar.
Dedicação, estudo e leituras são mais do que necessárias.
Espero contar com o mesmo carinho e dedicação as nossas aulas.
E... boa volta.