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terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

TEXTO PARA SER COLOCADO NO CADERNO PARA A AULA DE 25 E 26 DE FEVEREIRO

MEUS AMORES E MINHAS AMORAS: o texto abaixo é para ser colocado no caderno, pode ser copiado ou impresso e colado


REPÚBLICA VELHA

1. A REPÚBLICA DA ESPADA, A CONSTITUIÇÃO REPUBLICANA E O ENCILHAMENTO
     O governo instalado após o golpe militar de 1889 ficou conhecido por República da Espada, pois foi marcado pela administração dos militares Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto. A importância dos governos militares reside na segurança da consolidação do sistema republicano.
     O governo de Deodoro foi marcado pela convocação da Constituinte, que elaborou nossa primeira Constituição republicana (1891), mantendo Deodoro na presidência, e pela crise do "Encilhamento", quando o então ministro da economia, Rui Barbosa, de forma bastante simplista, quis industrializar o país para gerar empregos e assim aumentar o mercado consumidor às custas de financiamentos do governo que, para garantir estes empréstimos, emitiu papel moeda sem lastro-ouro, gerando uma crise inflacionária que aumentou os juros.
     Com os juros altos, os beneficiados com os empréstimos registravam suas firmas e iniciavam a venda de suas ações na Bolsa de Valores. Como o dinheiro só foi utilizado para a especulação financeira, o país continuou com poucas indústrias, alta taxa de inflação, alto índice de desemprego e acréscimo das dívidas do governo (quebra da bolsa de valores), o que aumentou a oposição ao governo, provocando, mais tarde, após o fechamento do Congresso e a decretação do estado de sítio, a renúncia de Deodoro.
    O governo de Floriano Peixoto iniciou-se enfrentando uma forte oposição dos políticos ligados à aristocracia cafeeira, que já vinha do governo anterior.
     A oposição era porque Floriano, de acordo com a Constituição, não poderia completar o mandato como fez e sim convocar nova eleição para o cargo. Setores das Forças Armadas contrários a Floriano iniciaram duas grandes revoltas militares que foram violentamente reprimidas, fazendo com que o presidente recebesse o título de "Marechal de Ferro". A Revolta da Armada, no Rio de Janeiro, e a Federalista, no Rio Grande do Sul, eclodiram por problemas internos com as lideranças locais das tropas e contrárias ao desrespeito à Constituição por parte de Floriano.
     O segundo presidente da república possuía amplo apoio urbano devido a gastos com obras de saneamento e incentivo à industrialização. O mesmo apoio não se repetia no interior, principalmente no Nordeste, devido à cobrança de impostos de todos os cidadãos brasileiros, conforme determinava a Constituição.
Floriano, ao contrário do que se pensava, terminou seu governo dando posse ao primeiro presidente eleito pelo voto direto no país, o paulista Prudente de Moraes, um dos maiores cafeicultores do país.

2. A REPÚBLICA DOS CORONÉIS FAZENDEIROS E A "POLÍTICA DOS GOVERNADORES"
A República já nasce com vícios de caráter colonial, ainda a serviço dos interesses dos grandes fazendeiros passando apenas o poder aos grandes estados do Sudeste como conseqüência do federalismo republicano. Enquanto isso, o povo, para não fugir ao costume da história brasileira, continuava marginalizado no processo político e dentro da sociedade.
No governo Campos Sales, o país viveu sua primeira crise de superprodução e o Brasil foi salvo da falência graças ao Funding Loan, acordo financeiro pelo qual o país credor suspende, durante algum tempo, a cobrança de juros de empréstimos anteriores.
Assim, o país devedor, através do novo empréstimo, pode criar condições materiais para saldar seu débito. O objetivo era restaurar as finanças da república, o que agradou especialmente a classe dominante, os fazendeiros do café. A divisão política existente em nível regional foi suprimida ainda no governo Campos Sales, através da "política dos governadores", que consistia no seguinte: o presidente da república apoiaria, com todos os meios ao seu alcance, a oligarquia dominante de cada estado; em troca, essa mesma oligarquia garantiria a eleição de todos os candidatos oficiais.
     Quem não participasse da "política dos governadores" ficava distante dos favores do estado e próximo da ira do poder Executivo. Essa sinistra troca de favores visava assegurar o poder político nas mãos de uma coligação nacional de proprietários, sob a direção dos dois mais ricos estados brasileiros, São Paulo e Minas Gerais.

3. O CORONELISMO
     A Constituição democrática e liberal da República não correspondia à democratização do poder. Algumas famílias violentas e vingativas continuavam mandando como se suas vontades fossem leis. Nos municípios, dominavam os coronéis que eram os grandes proprietários de terra, comerciantes e até industriais que exerciam ou compravam a patente da Guarda Nacional. O poder destes coronéis media-se de acordo com a capacidade de controlar os votos do município. Com o poder nas mãos, o coronel era a única pessoa capaz de oferecer proteção física, favores pessoais, conceder permissão para plantar roças ou estabelecer moradia dentro de suas terras, dar assistência médica e jurídica e o conforto da religião. Não havia nenhum Estado que não fosse dominado por essas famílias de coronéis, em sua maioria latifundiários.
     O coronel era o chefe da "grande família", o protetor, o compadre que ajudava nas festas e dominava ideologicamente toda a população miserável que vivia de seus "favores". Com o auxílio da política dos governadores, o coronel nomeava as pessoas para trabalharem nos cargos públicos, controlava a realização das obras públicas e o policiamento local e tudo isso era possível porque sua função na máquina eleitoral era controlar os votos. Outro poder que o coronel exercia com muito rigor era a perseguição política, demitindo, transferindo do município, cessando o auxílio material e até mesmo matando, obedecendo à risca o ditado político que diz: "para o companheiro, a mão; para o inimigo,o pé".

4. A "POLÍTICA DO CAFÉ COM LEITE" E A "POLÍTICA DE VALORIZAÇÃO DO CAFÉ"
     A produção cafeeira era tão bom negócio que se expandiu muito rapidamente, o que não aconteceu com os mercados consumidores que inclusive diminuíram devido o aumento da concorrência. Com a oferta sendo maior do que a procura, houve uma queda no preço, afetando principalmente os fazendeiros, como já vimos anteriormente.
    Para solucionar o problema da superprodução, os governadores de São Paulo, Rio de janeiro e Minas Gerais se reuniram no Convênio de Taubaté, que tinha o apoio do Congresso Nacional. Decidiu-se que os governos estaduais interessados deveriam contrair empréstimos externos para comprar o excedente, diminuindo assim a oferta no mercado, o que impediria a queda do preço. A "política de valorização do café", iniciada no governo Rodrigues Alves, foi a primeira intervenção do Estado na economia demonstrando que, através da socialização dos prejuízos, do endividamento dos Estados e do desvio de recursos que poderiam garantir obras para a melhoria de vida das populações carentes, esse Estado era administrado para garantir os lucros da elite que dele se apossou.
    A política de valorização do café é uma nítida demonstração da crise econômica que o estado brasileiro já vivenciara. Com o Funding Loan (1898), realizado por Campos Sales para resolver os problemas da dívida externa, contratou-se um empréstimo de cerca de 10 milhões para saldar as dívidas anteriores e desafogar as finanças públicas. Os resultados desse empréstimo foram uma dura política deflacionária, que livrou o país da insolvência, às custas da queda da atividade econômica e da quebra de bancos e outras empresas.

5. CAMPANHA CIVILISTA, REVOLTAS SOCIAIS E A POLÍTICA DE SALVAÇÕES
   O início do século XX foi o momento em que a opressão e a miséria que ainda persistiam na sociedade brasileira, piorando a partir da segunda metade do século XIX, aumentaram as rebeliões, que eram um protesto trágico contra este estado de coisas. Quase sempre, as aspirações dos rebeldes primitivos se mesclavam à profunda religiosidade, sem orientação política e sem objetivos muito claros. A repressão a estes movimentos foi mais intensa durante o governo de Hermes da Fonseca que, com sua "política de salvações", tentava pacificar o país, pois seu governo enfrentava a poderosa oposição dos paulistas, que ele havia vencido com o apoio dos mineiros que quebraram a política do café com leite. A candidatura derrotada do paulista Rui Barbosa não conseguiu o apoio esperado à campanha civilista que era contra a máquina eleitoral dos coronéis e o favorecimento das elites dominantes trazendo em si a própria contradição por receber o apoio dos proprietários paulistas.
   As revoltas da República Velha foram as seguintes:
o Cangaço (NE), a Guerra de Canudos (BA), a Revolta do Contestado (PR-SC), a Revolta de Juazeiro (CE), a Revolta da Chibata (RJ) e Revolta da Vacina na Obrigatória (RJ).

Cangaço
    A história do Cangaço inicia-se a partir de 1870 e vai até 1940. As causas que se relacionam ao Cangaço são os períodos de seca e a miséria que atingia nestes momentos até os jagunços dos coronéis (assalariados do crime), que para fugirem do autoritarismo do coronel e da miséria da seca se revoltavam e se uniam, formando os temíveis bandos de cangaceiros que, para os seus membros, não passava de uma forma de vida, inclusive mais honrosa do que a da elite dominante. Estes cangaceiros tinham as fazendas dos coronéis como alvo principal para os seus saques. Por atacarem a base política da República Velha, estes cangaceiros tiveram que enfrentar as "volantes" formadas por policiais da Guarda Nacional e pelo exército. O maior e mais temível bando de cangaceiros foi o de Lampião que, contando com sua mulher Maria Bonita (no cangaço as mulheres participavam em pé de igualdade com os homens) e seus "cabras" , impôs o medo à oligarquia nordestina e a quem a servia.
   O povo, por sua vez, temia os cangaceiros, mas apoiava suas ações de cabras machos. O fim do Cangaço inicia-se com a morte de Lampião, em 1938, e termina definitivamente com a morte do último cangaceiro, Corisco, seu companheiro e líder de bando.
Há que se destacar também as ações do governo Vargas para minimizar o que se chama banditismo social através das campanhas de desarmamento do sertão e de combate ao banditismo.

Guerra de Canudos
    Em Canudos, tudo era de todos, a divisão do trabalho era de acordo com o sexo e a idade, o fruto da produção era dividido de acordo com a necessidade de cada família. O vício, o roubo e a prostituição foram banidos desta sociedade e o sentimento religioso tido como a maior posse que se havia de ter. Este estado “socialista” bem dentro da área de domínio da oligarquia mais atrasada do país, o Nordeste, exigiu uma raivosa ofensiva das tropas do governo de Prudente de Moraes para destruir aquela comunidade. O governo, com o auxílio da imprensa, vendia a idéia de que os seguidores de Antônio Conselheiro eram fanáticos religiosos extremamente perigosos que poderiam representar uma ameaça para a sociedade brasileira no futuro. As tropas federais só conseguiram derrotar a brava resistência do povo após a terceira expedição e seu derradeiro fim foi muito bem descrito por Euclides da Cunha em sua obra Os Sertões, página 476: "Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a história, resistiu até o esgotamento completo... caiu no dia 5 de outubro de 1897, ao anoitecer, quando caíram seus últimos defensores... eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados. Todos morreram, homens, mulheres, velhos e crianças, aproximadamente entre 25 e 30 mil vidas destruídas em nome da manutenção da exploração econômica e social da massa trabalhadora brasileira pela elite proprietária”.

Guerra do Contestado
    Durante o governo de Wenceslau Brás, salvo pelo início do surto industrial da Primeira Guerra, ocorreu a mais importante rebelião camponesa do Sul do país, a Revolta do Contestado, na região entre os estados do Paraná e Santa Catarina, com terras férteis e muita erva mate e madeiras de lei. Os romeiros, vindos de diversas localidades, seguiam o monge João Maria e seu sucessor José Maria, que pregava o fim da República e a implantação da monarquia de origem divina. Os posseiros haviam sido expulsos da terra por fazendeiros e empresas colonizadoras multinacionais ou eram desempregados da construção de ferrovias na região. Lutavam conscientemente pela posse das terras ("nóis não tem direito de terra, é tudo para a gente da Oropa"), tendo que enfrentar o exército do governo brasileiro, a Guarda Nacional, os jagunços e, pela primeira vez no Brasil, atacados pela aviação de guerra, que estava a serviço dos interesses dos coronéis e das empresas colonizadoras (madeireiras) multinacionais. A destruição das "Vilas Santas" e a morte de milhares de camponeses foi justificada, perante a sociedade brasileira, como uma luta contra fanáticos, degenerados e violentos rebeldes.

Revolta da Chibata
   Na noite de 22 de novembro de 1910, estoura a Revolta da Chibata, quando o marinheiro João Cândido, o almirante negro, assumiu o comando do porta-aviões Minas Gerais e outros marujos assumiram o controle de outras belonaves, o São Paulo, o Bahia e o Deodoro, apontando seus canhões para pontos estratégicos da cidade do Rio de Janeiro.
   Os marinheiros só queriam o fim dos castigos corporais na Armada e, com o apoio da oposição e parte considerável da população carioca, o presidente Hermes da Fonseca e o Parlamento cederam às exigências. Porém, como em nossa história jamais uma revolta popular havia triunfado, o governo não perdoou a ousadia daqueles marujos "sem cultura" e "sem responsabilidades". Ignorou-se a anistia, prendendo e desterrando para a Amazônia seus principais líderes. Os poucos marinheiros que não morreram foram absolvidos em julgamento dois anos depois.

6. O TENENTISMO
    Um fator interno que também provocou o fim do poder da aristocracia cafeeira e de todas as oligarquias estaduais que lhe apoiavam foi a pressão externa de oficiais militares, membros da classe média e mais intelectualizados que queriam uma mudança no país. Esse movimento ficou conhecido como Tenentista e queria o fim da máquina eleitoral dominada pelo coronelismo, juntamente com o fim da política dos governadores e a política de valorização do café. Porém, ideologicamente, os tenentes eram conservadores, autoritários e elitistas.
   Os movimentos tenentistas estouraram no Rio Grande do Sul e em São Paulo e o mais importante deles foi a Coluna Prestes, liderada por Luiz Carlos Prestes, percorrendo 26.000 Km do interior do Brasil para conscientizar nossa população de que a origem de nossos males era o viciado sistema político criado para sustentar os grandes fazendeiros no poder. Quando Prestes percebeu que seu movimento não resolveria o problema de conscientização da massa camponesa, refugiou-se com sua coluna na Bolívia.

7. O FIM DA REPÚBLICA DOS CORONÉIS FAZENDEIROS
    O fato político que precipitou a queda da República Velha foi a segunda quebra na "política do café com leite". Para a sucessão do presidente paulista Washington Luiz, foi indicado outro paulista, Júlio Prestes. Neste momento, surge a candidatura de Getúlio Vargas (PRRS) e João Pessoa (PRPB), formando, com o apoio dos mineiros (PRM) a Aliança Liberal. Para angariar apoio político da massa urbana e até dos tenentes a esta Aliança, seu programa se baseava na instituição do voto secreto, anistia política e criação de leis trabalhistas.
    Com a derrota fraudulenta da Aliança Liberal, a revolta se estendeu por toda a sociedade brasileira e, com o assassinato de João Pessoa, por questões pessoais, criou-se o clima para uma rebelião militar que deu origem à deposição do último presidente da República Velha, Washington Luiz. A junta governativa logo passou o poder, de forma provisória, para Getúlio Vargas, líder da revolta, enterrando definitivamente a república dos coronéis fazendeiros.








segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Resumo sobre o Segundo Reinado: Sociedade, Economia e Crise - Tópicos


1. Conceito
* Segundo Reinado foi o período em que o Brasil foi governado por D. Pedro II, de 1840 a 1889.
* Neste resumo, serão analisados alguns aspectos referentes à economia e sociedade brasileira no período, assim como os motivos que levaram ao fim do Segundo Reinado.

2. Política no Segundo Reinado

A política no Segundo Reinado foi marcada pela disputa entre o Partido Liberal e o Conservador. Estes dois partidos defendiam quase os mesmos interesses, pois eram elitistas. Neste período o imperador escolhia o presidente do Conselho de Ministros entre os integrantes do partido que possuía maioria na Assembleia Geral. Nas eleições eram comuns as fraudes, compras de votos e até atos violentos para garantir a eleição

3. O café
* No Segundo Reinado, o café se consagrou como grande produto agrícola nacional.
* Os fatores que estimularam a produção do café foram:
o 1- a grande demanda no mercado europeu.
o 2- as boas condições do clima e do solo brasileiros, em especial no Sudeste.
o 3- a mão-de-obra escrava e, posteriormente, a imigrante.
* O café fez surgir uma nova elite – os Barões do Café – que dominou o cenário político e econômico nacional, e causou fortes mudanças sócio-culturais no país.

4. A indústria
* A industrialização teve forte crescimento no Segundo Reinado, estimulada por alguns fatores como:
o 1- A diminuição do fluxo de escravos, a partir de 1850, que aumentou o investimento nas atividades industriais.
o 2- A substituição da mão-de-obra escrava pela assalariada, que possibilitou a existência de um mercado consumidor.
* Neste período, o setor que mais cresceu foi o têxtil, ou seja, produção de tecidos.
* A criação de ferrovias também faz parte deste contexto, possibilitando a circulação de mercadorias para exportação.
* O crescimento urbano de algumas cidades brasileiras, como São Paulo e Rio de Janeiro, foi consequência do surto industrial e cafeeiro .

5. O fim da escravidão I
* A mão-de-obra escrava negra, utilizada durante séculos no país, começou a ser cada vez mais questionada, a partir do Segundo Reinado.
* Isto porque o modelo capitalista e industrial que iniciou na Europa, e aos poucos veio para o Brasil, era incompatível com o escravismo.
* Assim, a Inglaterra passou a pressionar pelo fim do tráfico de escravos na América, visando investimento em seus produtos industrializados.
* Em 1845, os ingleses assinaram a Lei Bill Aberdeen , que proibia o comércio de escravos entre a África e a América.
* Em 1850, foi assinado, no Brasil, a Lei Eusébio de Queiróz , que proibia o tráfico de escravos no país.

6. O fim da escravidão II
* Foi com o fim da Guerra do Paraguai , em 1870, que os esforços pelo fim da escravidão se intensificaram.
* Isto porque a maioria dos negros, que lutaram nesta guerra, não queriam voltar a condição de escravo. Alguns chegaram a receber alforria.
* O movimento que condenou o escravismo brasileiro, exigindo o seu fim, ficou conhecido como Abolicionismo .

7. O fim da escravidão III
* Com a pressão internacional e dos abolicionistas, o governo brasileiro foi cedendo, através da criação de leis, como:
o 1- Lei do Ventre Livre : criada em 1871, declarou livres os filhos de mulher escrava nascidos a partir da aprovação da lei.
o 2- Lei do Sexagenário : criada em 1885, declarou livres os escravos que chegassem aos 65 anos de idade.
o 3- Lei Áurea : criada em 1888, declarou livres todos os escravos.
* Vale ressaltar que, apesar da liberdade aparente, não foi dado aos escravos condições para se integrar à sociedade brasileira.

8. Os imigrantes
* Os imigrantes , em grande parte europeus, vieram para substituir a mão-de-obra escrava.
* Boa parte tentava fugir do desemprego, buscando, no Brasil, melhores condições de vida. Outros foram seduzidos pelas propostas de parcerias dos cafeicultores.
* Conhecida como Sistema de Parceria, os cafeicultores propunham custear o transporte dos imigrantes europeus até suas fazendas e estes, por sua vez, pagariam os fazendeiros com trabalho.
* Este sistema, no geral, não obteve sucesso, em razão dos elevados juros cobrados sobre as dívidas assumidas pelos imigrantes, e também dos maus tratos sofridos por eles.
* Muitas cidades do sul do Brasil, como Criciúma, foram colonizadas por imigrantes europeus.

9. Crise e fim do Império
* A crise que levou ao fim do Império, no Brasil, foi decorrente de vários fatores sociais e econômicos.
* O abolicionismo, e a libertação dos escravos, fez o governo perder apoio dos fazendeiros. Além disso, alguns problemas envolvendo a Igreja Católica, abalaram as relações entre esta instituição e o imperador.
* O movimento para instalar o regime republicano, no Brasil, ganhava cada vez mais força, inspirado em países vizinhos. O regime imperial passou a ser considerado ultrapassado.
* O exército adquiriu muito prestígio depois da Guerra do Paraguai, e exigia maior participação nas decisões políticas. E foi o maior responsável pela mudança de regime.
* Assim, em 15 de novembro de 1889, representantes do exército proclamam a República , enterrando a Monarquia.