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quinta-feira, 15 de março de 2018

A MORTE ANUNCIADA DO IMPÉRIO BRASILEIRO


A Morte Anunciada Do Império Brasileiro

Por Maria José Guimarães da Silva

         O império brasileiro, que se inicia em 1822 com a independência e vai ate 1889 com a proclamação da república, se assentava em três pilares : A IGREJA, A ELITE  RURAL E O EXÉRCITO. A ordem em que foram colocados  não é por importância ,pois  todos os são.

         Desde a independência ,a Igreja  estava atrelada ao estado através  de dois pontos : o BENEPLÁCITO e o  PADROADO ,a primeira deixava  claro o poderio do Império sobre as  decisões  do próprio Papa, uma vez que  suas  determinações só eram cumpridas se o imperador  assim desejasse. A segunda cabia ao imperador a indicação dos padres para as paróquias (o que era feito por importância familiar do padre ) e a nomeação do bispos.

         A igreja vai deixar de apoiar o Império quando acontece o que chamamos de Questão Religiosa, essa questão se relaciona ao beneplácito. Os religiosos já não estavam contentes com a situação de mando e desmando de uma pessoa que detinha o poder temporal e não o espiritual nos assuntos da religião. O papa vai determinar que os católicos envolvidos com a pratica  da maçonaria fossem  excomungados. A grande  questão é que no Brasil toda a elite era participante da maçonaria ,sendo o imperador  seu grão mestre. Como adotar a determinação papal? A determinação foi negada, colocando padres e bispos contra o Imperador . A relação com a igreja  se abala perdendo assim o seu apoio .

         O segundo pilar era a elite rural principalmente os cafeicultores do oeste paulista e do Vale do Paraíba, esta última elite se baseava na exploração  da mão – de –obra escrava , daí vinha  seu lucro maior. Há muitos anos já se falava em abolição desde 1870 crescia no Brasil o movimento abolicionista, esta viria mais cedo ou mais tarde. O que aconteceu foram algumas leis que prenunciava acontecimentos ,leis  estas que favoreciam  mais aos senhores .

         Lei do Ventre Livre ?

         Sim eram livres os filhos de escravos nascidos a partir de 1871, porém havia mecanismos que permitiam aos senhores não perderem seus trabalhadores.

         Leis dos sexagenários ?

         Sim, tornavam livres os escravos com mais de 61 anos, porém os que chegavam a esta idade estavam imprestáveis para o trabalho, tornando-se um peso morto. Com a lei os senhores estavam desobrigados  a mantê-los.

         O senhor ainda continuava com uma grande parcela de escravos sob sua tutela e lucrando com seu trabalho , a ideia de abolição era até cogitada por eles , uma vez que viesse atrelada a indenizações que o Estado brasileiro não conseguia arcar. Porém em 1888 Lei Áurea é assinada dando aos escravos sua total liberdade , liberdade essa que não veio acompanhada de cidadania ,

         A Lei Áurea não foi feita por bondade da princesa Isabel , foi sim uma conquista do movimento abolicionista.

         Com a liberação da mão- de- obra sem a indenização, libera também a elite escravista do apoio que dava o império .

         O terceiro  pilar : o Exército .Durante o segundo reinado os militares foram perdendo importância ,deixando de ter um lugar de prestígio na sociedade. Vários foram os fatores desse desprestígio: baixos soldos ,ascensão muito lenta aos cargos (que era por prestígio e não por mérito) ,os militares não tinham autonomia (eram liderados por um imperador  cuja palavra final era soberana a todos os generais ). O que agravou a situação  que já não era das melhores  foi a Guerra do Paraguai .

         A guerra não era de interesse dos nobres, que se negavam a engrossar as fileiras do exército. Não era incomum serem oferecidos escravos para lutarem no lugar de seu senhor ou de seus filhos. O exército brasileiros acabou sendo composto de negros não alforriados. Na volta da guerra, os militares se engajaram na campanha abolicionista para que esses negros tivessem sua liberdade, além de lutarem por melhores condições para si.

         Essas questões levaram a uma crescente insatisfação  que acontecia há quase 30 anos . O império  sustentava que a política  interna não era competência dos militares , esse foi o estopim para que os militares abandonassem o apoio ao império que vai culminar com a implantação da república em 1889 ,

Sem os que o apoiavam o império cai e o imperador e sua família se retiram do cenário político dos país

segunda-feira, 12 de março de 2018

TEXTO 1- Primeiro Reinado


Primeiro Reinado
O Primeiro Reinado brasileiro (1822-1831) foi marcado pelo governo de D. Pedro I e seu autoritarismo político.
Com a Independência em 1822, o Brasil não era mais colônia de Portugal. Iniciava-se então uma nova fase da história brasileira, denominada Brasil Império. O Primeiro Reinado (1822-1831) se constituiu como marco inicial dessa nova fase. D. Pedro I foi aclamado Imperador do Brasil no ano da Independência e permaneceu como maior chefe do país até 1831, ano de sua abdicação. 
A história do Primeiro Reinado foi marcada por fatos importantes para a política brasileira, como a Assembleia Constituinte (1823), a Constituição de 1824, a Confederação do Equador (1824), a Guerra da Cisplatina,em 1825, e a abdicação de D. Pedro I (1831).
No ano de 1822, D. Pedro I já havia convocado a Assembleia Constituinte, mas esta somente se reuniu em 1823. O principal objetivo da convocação seria a elaboração de uma Constituição para o Brasil, ou seja, a criação de um conjunto de leis que asseguraria os direitos do governo e da população brasileira. Somente membros da elite (latifundiários, comerciantes, militares...) participaram da elaboração da Constituição de 1824.
Essa constituição, ou seja, a primeira Constituição do Brasil, tinha um caráter elitista e excludente: deu total poder a D. Pedro I, enquanto o direito de votar e de se candidatar ficaria restrito a quem tivesse uma renda mínima por ano.
Inconformados com o caráter elitista da Constituição de 1824 e com o uso de um poder centralizador por parte de D. Pedro I, representantes de algumas províncias do nordeste (mais precisamente em Pernambuco, onde eclodiu a Confederação do Equador, movimento contra a tirania do imperador) defendiam a federação de algumas províncias do nordeste e a separação destas do Brasil. O movimento foi sufocado com extrema violência pela tropa imperial.
Durante o Primeiro Reinado, outro fato importantíssimo na história do Brasil foi a Guerra da Cisplatina (1825). O conflito teve início quando um grupo de dirigentes da província Cisplatina declarou a separação do Brasil e a sua incorporação à República Argentina. D. Pedro declarou guerra à Argentina e o exército brasileiro foi derrotado causando grandes prejuízos pelos enormes gastos e grande número de soldados mortos. A Inglaterra interveio no conflito, pressionando o Brasil e a Argentina a assinar um acordo de paz. Assim, a província Cisplatina declarou sua independência desses dois países, tornando-se a República do Uruguai.
No decorrer do Primeiro Reinado, D. Pedro começou a desagradar a elite brasileira, pois criou uma Constituição que iria atender a seus interesses autoritários. Além disso, a Confederação do Equador e a Guerra da Cisplatina causaram grandes gastos para a economia brasileira e muitas mortes.
Muitos jornalistas, através de seus jornais, teciam duras críticas ao imperador. Outro fato que manchou ainda mais a imagem do imperador foi o assassinato do jornalista e médico Líbero Badaró, grande opositor de D. Pedro.
A abdicação de D. Pedro aconteceu no ano de 1831, tanto pela pressão política que o imperador sofria da elite e populares brasileiros, quanto pela tentativa de assegurar os direitos de sua filha, Maria da Glória, pois, com a morte de D. João VI, a Coroa portuguesa iria, por direito, a D. Pedro I, que preferiu abdicar o trono português em benefício da filha e deixou o trono brasileiro para seu filho Pedro de Alcântara, que se encontrava então com cinco (5) anos de idade. Assim terminava o Primeiro Reinado.
 LEMBRANDO:
1- Em 1923, o que houve foi um projeto de Constituição.
2- Províncias, durante o império era o nome do que chamamos hoje de Estados.